Comitê de Segurança e Justiça apura abuso nos preços de combustíveis em Pouso Alegre


Autoridades comunicaram ações adotadas no acompanhamento da crise de desabastecimento que atingiu a cidade nos últimos dias (Imagem: reprodução Terra do Mandu)

Postos de combustível que se aproveitaram da crise de abastecimento para cobrar preços abusivos pelo insumo em Pouso Alegre estão na mira de um comitê formado por órgãos de Justiça e forças policiais. A informação foi dada em entrevista coletiva concedida na sede do 20º Batalhão da PM, no final da tarde desta quarta-feira (31), pelo Ministério Público Estadual e Federal, as polícias Militar e Civil e o 14º GAC.

Os órgãos integram um comitê formado para acompanhar a crise de desabastecimento desencadeada pela greve dos caminhoneiros. Segundo as autoridades, forças policiais escoltaram cerca de 80 caminhões portando combustível e gás de cozinha na Fernão Dias com destino a Pouso Alegre. Mas, desde ontem, as cargas já conseguem chegar a seus destinos sem a necessidade de proteção policial.

O comitê esclareceu que está havendo uma forte fiscalização quanto à possível prática de preços abusivos nos postos de combustível. "E é importante que a população saiba que qualquer tipo de notícia sobre um eventual abuso pode ser comunicado ao Ministério Público e à polícia. Isso pode gerar uma multa alta e até caracterizar crime contra a economia popular e a pessoa ser presa em flagrante", disse o promotor de justiça do Ministério Público Estadual, Márcio Henrique Mendes.

Durante as ações de fiscalização, a Polícia Civil chegou a solicitar as notas fiscais de um posto, segundo o órgão de polícia, suspeito de tirar proveito da situação. O delegado Renato Galvão apontou que o estabelecimento elevou o preço de R$ 4,77 para R$ 5,10 quando teve início a corrida por abastecimento nos potos locais.

"Pedimos a nota fiscal de um mês para verificar se houve ou não o abuso. Não foi um aumento exorbitante, mas foi significativo. Vamos avaliar com o MP a viabilidade ou não de instaurar um inquérito policial em cima. Aproveitou-se da situação, mas não foi para R$ 8 como em Belo Horizonte por exemplo”, informou o delegado regional, Renato Gavião.

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