• Adevanir Vaz

Rodovias têm primeiro dia sem paralisação: feriado começa com fila nos postos


Fila era grande no Autoposto Bonanza, em Pouso Alegre, na manhã desta quinta (foto: Adriano Barros Gomes)

O feriado de Corpus Christi marca o primeiro dia sem paralisações nas rodovias do Sul de Minas, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal e órgãos de segurança. Ainda assim, esta quinta-feira (31) é considerada o 11º dia da greve levada a cabo pela categoria. No Porto de Santos, ainda há caminhoneiros parados. Eles não aceitam o fim da greve. Ontem, o governador de São Paulo, Márcio França, esteve no local, mas não conseguiu demover o grupo.

No Sul de Minas, o fluxo nas rodovias voltou ao normal. Produtos como gás de cozinha, combustível e alimentos, que estiveram em falta durante a fase mais aguda da paralisação, começaram a chegar na maior parte das cidades da região.

Com a retomada do abastecimento de combustível, a cena que marca essa manhã de feriado é fila nos postos de combustível. Quem não conseguiu abastecer nesta quarta-feira (30), quando chegaram aos postos os primeiros caminhões tanques desde que a greve teve início, deixou para fazê-lo no feriado.

Foi o caso do assessor de comunicação Adriano Barros Gomes. "Eu saí às 18h do trabalho ontem e todos os postos da cidade tinham filas enormes. Para evitar de ter que ficar um longo tempo parado na fila eu optei por abastecer hoje", explicou. Ainda assim, o assessor teve que enfrentar fila no Autoposto Bonanza, em Pouso Alegre. "E o frentista avisou que o combustível aqui deve durar só até o período da tarde", contou à reportagem.

Comitê acompanha crise

Em entrevista coletiva concedida no final da tarde desta quarta-feira, o Ministério Público Estadual e Federal, as polícias Militar e Civil e o 14º GAC informaram que os órgãos formaram um comitê para acompanhar a crise. Segundo as autoridades forças policiais escoltaram cerca de 80 caminhões portando combustível e gás de cozinha na Fernão Dias com destino a Pouso Alegre. Mas, desde ontem, as cargas já conseguem chegar a seus destinos sem a necessidade de proteção policial.

Também de acordo com o comitê, está havendo uma forte fiscalização quanto à possível prática de preços abusivos nos postos de combustível. "E é importante que a população saiba que qualquer tipo de notícia sobre um eventual abuso pode ser comunicado ao Ministério Público e à polícia. Isso pode gerar uma multa alta e até caracterizar crime contra a economia popular e a pessoa ser presa em flagrante", disse o promotor de justiça do Ministério Público Estadual, Márcio Henrique Mendes.

Durante as ações de fiscalização, a Polícia Civil chegou a solicitar as notas fiscais de um posto, segundo o órgão de polícia, suspeito de tirar proveito da situação. O delegado Renato Galvão apontou que o estabelecimento elevou o preço de R$ 4,77 para R$ 5,10 quando teve início a corrida por abastecimento nos potos locais.

"Pedimos a nota fiscal de um mês para verificar se houve ou não o abuso. Não foi um aumento exorbitante, mas foi significativo. Vamos avaliar com o MP a viabilidade ou não de instaurar um inquérito policial em cima. Aproveitou-se da situação, mas não foi para R$ 8 como em Belo Horizonte por exemplo”, informou o delegado regional, Renato Gavião.

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