Prefeitos ameaçam greve para cobrar recursos de Pimentel


Apenas Pouso Alegre cobra R$ 54,2 milhões em repasses atrasados do governo do Estado. Segundo AMM, divida total com os municípios chega a R$ 5,9 bilhões

Prefeitos alertam para graves impactos do atraso de repasses do governo do Estado

A insatisfação com os atrasos do governo de Fernando Pimentel (PT) na repartição dos impostos que cabem aos municípios começa a ser exposta nas mais diversas instâncias. Na última quinta-feira (07), durante assembleia do consórcio de saúde Cisamesp, entidade que reúne mais de 30 cidades, diversos prefeitos da região alertaram para os graves problemas causados pelo falta de repasses para os municípios. Um dos mais exaltados era o prefeito Rafael Simões (PSDB).

Conforme levantamento da Prefeitura de Pouso Alegre, o município tem cerca de R$ 54,2 milhões em repasses atrasados. A retenção de impostos, porém, pode ter repercussões que vão muito além dos discursos. Os prefeitos filiados à Associação Mineira de Municípios (AMM) decidem no dia 19 de junho se vão cruzar os braços como forma de pressionar o governador.

Segundo levantamento da entidade que engloba os municípios mineiros, os atrasos já atingiram a cifra de R$ 5,9 bilhões. “Está tendo um movimento que nasceu dos prefeitos e vamos trazer isso para deliberação no dia 19 durante congresso de municípios, no Mineirão”, afirmou o presidente da AMM e prefeito de Moema Julvan Lacerda (MDB). Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, o político afirmou que a paralisação pode atingir transporte escolar, saúde, assistência social e o suporte dado às polícias Militar e Civil, Emater e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) – nestes últimos os prefeitos pagam combustível, aluguel e outras contas necessárias ao funcionamento, como telefone, energia, água e limpeza.

O presidente da AMM, a paralisação dos serviços pode, inclusive, não ser uma escolha, já que as prefeituras não estão mais conseguindo segurar as contas. Ele deu a seguinte declaração ao periódico: “O governo está atrasando salário dos professores e agora nos impondo fazer o mesmo com a rede municipal, porque não está repassando o Fundeb (Fundo da Educação Básica). O que vamos fazer é apenas decidir se paramos tudo junto para ter um impacto, porque as cidades já estão parando por causa da falta de recursos”, concluiu.

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