• Adevanir Vaz

Farmacêuticas investem R$ 1,2 bilhão e vão gerar 2,2 mil empregos até 2020


ACG aguarda apenas a certificação da Anvisa para iniciar operação em Pouso Alegre

Dos cinco maiores investimentos em marcha na região Sul de Minas, três estão localizados em Pouso Alegre. Todos eles são do ramo farmacêutico. O segmento já executa o maior investimento de sua história no município. Trata-se de uma injeção de R$ 1,2 bilhão até 2020. Ao longo do período, cerca 2,2 mil postos de trabalho serão gerados.

Depois de passar incólumes pela crise, as corporações passaram a investir com enorme apetite desde o segundo semestre de 2016. De lá para cá, foram anunciados investimentos de R$ 450 milhões pela Biolab, outros R$ 180 milhões pela Cimed e R$ 40 milhões pela União Química. No início do mês outro grande aporte foi revelado pela Sanobiol: R$ 200 milhões para construir um Centro de Distribuição de medicamentos.

O próximo marco do vicejante polo farmacêutico local será posto por uma multinacional indiana, a ACG Worldwide, segunda maior fabricante mundial de cápsulas rígidas para medicamentos. Ela começa a operar sua planta em Pouso Alegre em breve, aguarda apenas o credenciamento junto à Anvisa. A empresa já atua em Pouso Alegre desde 2013, quando estabeleceu no município uma distribuidora de insumos farmacêuticos.

O presidente mundial do grupo, Ajit Singh, afirma que os planos da indiana no Brasil estão vinculados a Pouso Alegre. Os R$ 350 milhões investidos na base fabril, que vai produzir cápsulas de gelatina dura vazias para fornecimento ao mercado farmacêutico e de suplementos alimentares, dá forma à maior e mais moderna fábrica do segmento na América Latina e ajudará a companhia a se consolidar no mercado continental.

Geração de empregos

Desde que os novos investimentos começaram a ser anunciados, o segmento não parou mais de contratar. A retomada da abertura de postos de trabalho nas linhas de produção das farmacêuticas coincidiu com a curva de recuperação do mercado de trabalho em Pouso Alegre, que encerrou dois anos de cortes, entre 2015 e 2016, quando 4 mil empregos deixaram de existir. Em 2017, foram criadas 865 novas vagas. Este ano, na série com ajustes, até maio, 1.050 novos postos se abriram, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

E, no que depender das farmacêuticas, essa estatística deve ficar ainda mais positiva. Os investimentos já em curso vão gerar 2,2 mil postos de trabalho num segmento que não para de crescer. Em 2017, o avanço foi de 12,86%. Por trás de tamanha capacidade de expansão está um dado demográfico, o envelhecimento da população, que pressiona para cima o consumo de medicamentos que, por sua vez, têm valor agregado crescente com a evolução científica e tecnológica que elevam sua eficiência a níveis sem precedentes.

Esta é, aliás, uma excelente notícia para quem busca boas colocações no mercado de trabalho. O alto nível de conhecimento exigido para o setor cria boas oportunidades. Como avaliou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pouso Alegre, Dino Francescato, em entrevista recente ao JE, a expansão do polo farmacêutico em Pouso Alegre está em linha com a aspiração da atual estratégia de desenvolvimento do município, voltada para a atração de investimento de alto valor agregado.

“Indústria que tem um interesse muito grande por três motivos básicos. O primeiro é [que é] uma indústria que raramente tem crise. O segundo é uma indústria que gera empregos de alto nível e, nisso, a massa salarial que é injetada na cidade todo mês é vultosa. E o terceiro é um produto de alto valor agregado e você tem um recolhimento de ICMS muito alto”, reforça o secretário.

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