A exploração eleitoral da Saúde


Os últimos dias reservaram graves notícias aos pouso-alegrenses acerca de sua maior referência em saúde, o Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). Primeiro se soube de um suposto conluio de funcionários para desvio de medicamentos e insumos hospitalares. Os colaboradores foram, então, afastados pela atual direção da FUVS, a fundação que mantém a unidade de saúde, e, em seguida, tiveram pedido de restituição, proposto pelo sempre imprevisível Ministério Público, aceito pela justiça.

Como se fosse pouco, dias depois, novas e gravíssimas denúncias. Desta vez, o vereador Bruno Dias (PR) foi às redes sociais afirmar que a direção da FUVS estaria fazendo a compra de medicamentos de baixa qualidade, expondo pacientes a riscos inadmissíveis, a ponto de alguns deles estarem acordando no meio das cirurgias, vítimas de anestésicos ineficazes. Ainda de acordo com o parlamentar, as decisões na fundação esta-riam sendo guiadas pela presença constante, pasmem, de uma arma, portada por um membro da atual administração.

As cenas sugeridas pelas supostas revelações são estarrecedoras, mas envoltas à suspeição do período eleitoral, que contrapõe os dois grupos políticos que trocam acusações e oferecem à opinião pública revelações chocantes a conta-gotas. A constatação é inevitável e triste. Em nenhum dos espectros políticos que predominam na vida pouso-alegrense parece haver alguma razoabilidade, compromisso ou responsabilidade com uma instituição base para a saúde local e regional. No calor das disputas político-eleitorais e na esteira de um feroz confronto judicial pelo comando da FUVS, mandam às favas o comedimento exigido pela vida pública, gerando sombras onde deveria haver luz, expondo pacientes à insegurança de não saber o que os aguarda nos corredores do hospital referência para 54 municípios da região.

É urgente o esclarecimento cabal de cada uma das supostas revelações oferecidas ao público. E que a justiça finalmente se posicione de maneira firme, livrando os pouso-alegrenses e a instituição da exploração política à qual vêm sendo submetidos há anos, enquanto a saúde, que deveria ser tema de políticas públicas, se converte em artifício e combustível para política partidária e fomento de grupos fisiológicos.

Mudando de assunto...

#Opinião

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com