PAFC perde mais uma e se complica na Segundona


Os altos e baixos continuam a ser a marca do PAFC na Segundona do Mineiro. O Dragão voltou a mostrar a dificuldade que tem de encontrar alguma regularidade na competição na tarde deste sábado (15), quando perdeu de virada para o Patrocinense, em pleno Manduzão, por 2 a 1 e com direito a gol perdido por um de seus principais jogadores, Pedrinho. Esta é a segunda derrota seguida do PAFC que, antes, vinha de duas goleadas seguidas.

Com a derrota, o PAFC não permanece na 5ª colocação, mas pode perder posições na tabela até o fim da rodada, que se encerra com mais três jogos na manhã deste domingo (15). Athletic Club, que enfrenta o Valeriodoce, e União Luziense, que enfrenta Passos, podem ultrapassar o Pousão. Com o agravante que as duas equipes ainda permanecerão com um jogo a menos que o PAFC ao final da rodada.

Confira a ficha técnica da partida

O jogo

Precisando do resultado, o PAFC começou o jogo marcando o adversário em zona de alta pressão. Bastaram três minutos para que uma subida em alta velocidade pela direita do ataque terminasse nos pés do camisa 7, Guilherme, que venceu 'JP', o goleiro do Patrocinense, com um chute rasteiro, da entrada da área. O tento marcado logo aos 3 minutos fez parecer que o jogo seria fácil, mas nos minutos que se seguiram a partida ficou truncada. A disputa se dava no meio de campo, onde o PAFC até levava vantagem, mas não conseguia desenvolver seu jogo, nem criar jogadas de perigo no ataque. Uma ou outra investida acontecia pela direita, com avanço em velocidade de Pedrinho, mas sem conclusão ao gol. Enquanto isso, o Patrocinense se arriscava vez ou outra no ataque, mas sem contundência. Com pouca criatividade e organização no meio, talvez sentindo a ausência de Clebson, que não atuou devido a um estiramento na coxa, o PAFC apostava nas bolas longas, mas a ligação com o ataque quase não acontecia. A postura do time fez diminuir sua posse de bola, o que abriu caminho para mais investidas do Patrocinense. Já no final da primeira etapa, o time parecia tentar se reorganizar em campo, trabalhando melhor a bola. O esforço resultou em boas jogadas. Aos 39, Pedrinho saiu na cara do goleiro JP depois de uma excepcional enfiada de Guilherme. Enquanto a zaga parava pedindo impedimento, Pedrinho avançou e bateu cruzado, fora do alcance do goleiro, mas longa de mais para acertar a meta. A batida rasteira passou caprichosamente à esquerda da trave de JP. Um minuto depois, o PAFC voltou a explorar sua jogada mais forte, com Pedrinho avançando pela direita como ponta e buscando jogadores que vêm de trás ou os atacantes em profundidade. Na jogada em questão, ele tentou rolar para trás e, no bate-rebate, a bola caiu nos pés de Léo Ouro que, atrapalhado pelo zagueiro, bateu para fora, à esquerda do gol.

2º tempo

O final do primeiro tempo indicava que o PAFC poderia retornar a campo com um desempenho melhor, mas quem voltou para a segunda etapa com disposição renovada foram os visitantes. O Patrocinense passou a ter volume de jogo, a ter boas triangulações e, em alguns momentos, até pressionava o PAFC, que parecia perdido em campo, errando muitos passes e insistindo com as bolas longas, devido a sua clara deficiência no meio campo.

O Patrocinense voltou para o segundo tempo com Biju (11), destinado a mudar a história do jogo, e Gazu (10), esboçando um time mais ofensivo. O técnico Talamus estava disposto a arriscar mais. De seu lado, o Pouso Alegre retornou com Cainã (18) no Lugar de Léo Ouro (10), que mais uma vez não rendeu aquilo que se espera dele.

A aposta ofensiva do Patrocinense deu certo. Aos 11 minutos por muito pouco não saiu o gol de empate, quando Oscar (31) - o melhor da partida - arrancou da intermediária para ficar em boas condições de conclusão na entrada da área pouso-alegrense. Oscar, porém, não pode vencer o goleiro rubro-negro - que fez mais uma exibição de gala. A batida forte foi espalmada por Leandrão.

Mesmo sem construir as jogadas, o PAFC conseguia chegar em lances fortuitos, como em um tiro de meta batido por Leandrão que terminou nos pés de Guilherme (07), mas ele não conseguiu concluir a jogada na cara do gol. Já aos 19 minutos, Alemão roubou a bola e tinha boas chances de deixar Pedrinho em condições de concluir, mas falhou e passou errado. Instantes depois, o goleiro do Patrocinense tentou cortar um lançamento em sua área, mas acabou devolvendo bola nos pés de Alemão, que tentou por cobertura, mas errou a meta.

Construindo suas jogadas com consciência, o Patrocinense chegava com frequência ao gol do PAFC. Em uma das jogadas, aos 22 minutos, Gazu esteve de frente com Leandrão depois de jogada trabalhada da equipe visitante. Ele até tentou tirar o goleiro com um toque sutil, mas Leandrão cortou a batida com tranquilidade.

Pouco depois deste ataque veio o lance que poderia ter mudado a história da partida. Em dos poucos avanços rápidos e bem engendrados do PAFC, Cainã foi derrubado na entrada da grande área do Patrocinense. O arbitro José Alfredo Filho não teve dúvidas: marcou a penalidade máxima.

A torcida ficou eufórica. A conclusão do pênalti indicava a consolidação da vitória. Pedrinho pegou a bola. Colocou-a na marca do pênalti e de distanciou para a cobrança. Bateu no canto direito de JP, à meia altura, sem muita força. JP rebateu e a defesa afastou. O jogo seguia 1 a 0 e cheio de perigos para o Dragão.

A partir daí, o Patrocinense envolveu o PAFC em seu jogo. Oscar, Biju e Gazu deram criatividade e dinamismo aos visitantes. Eles triangulavam, avançavam até a grande área e batia sem uma ação mais incisiva da defesa. Foi em avanço do trio, aos 35 minutos, que Oscar saiu cara a cara com Leandrão para empurrar para a rede com um toque com a ponta da chuteira.

A torcida se enfureceu com o gol de empate. Da beira do alambrado do Manduzão começaram a ser ouvidos insultos ao técnico pouso-alegrense, Marcelo Albino. A maior queixa da torcida foi a substituição do meia João Pedro (05) por Leno (17).

Como não poderia deixar de ser, o PAFC foi para cima do adversário. Tentava o tudo ou nada. E foi nada. Aos 46, Biju concluiu mais uma avanço do ataque do Patrocinense para o fundo da rede de Leandrão, deixando o PAFC em situação complicada na Segundona.

Tabela

O PAFC permanece com o mesmos 11 pontos com que começo a rodada. Está na 5ª colocação, mas pode perder posições até o fim da rodada. O Patrocinense empatou em números de ponto com o Dragão, mas seguiu na 6ª colocação, já que o saldo de gols do Pouso Alegre é maior.

Torcida se irrita

A torcida do PAFC mostrou sinais de irritação com o time ao longo do jogo. As críticas se intensificaram após o empate. Com a virada do Patrocinense, parte dos espectadores começaram a deixar o Manduzão. Outros foram na beira do gramado reclamar com o técnico Marcelo Albino. A grande reclamação se deu em ralação a saída do meia João Paulo no início do segundo tempo, mas o técnico esclareceu, ao final do jogo, que o jogador pediu para sair por cansaço.

Próximo jogo

Como o futebol é generoso, a chance da redenção está logo ali. Na quarta-feira (19), o PAFC tem pela frente mais um adversário direto na disputa pela classificação, o Coimbra, que é vice-líder do campeonato co 15 pontos. A partida será disputada em Nova Serrana, no estádio municipal 'Arena do Calçado'.

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