• Adevanir Vaz

Em ato inusual, governistas barram pedido de informação de vereador da oposição


Em ação rara na atual Legislatura, oposição barrou requerimentos apresentados pelo vereador Campanha

A atual legislatura vinha tornado praxe a aprovação quase que automática de requerimentos propostos pelos vereadores. O posicionamento é uma forma de não impor barreiras para um dos principais ofícios do parlamentar, a fiscalização dos atos do Executivo. Os requerimentos são pedidos de informação aos quais o Executivo é obrigado a responder por lei. Apesar disso, a regra vinha sendo seguida mesmo tendo a base governista maioria para barrar pedidos da oposição que pudessem constranger o governo. A tradição, no entanto foi quebrada esta semana. De uma só vez, os vereadores que compõem a base barraram dois requerimentos propostos pelo vereador Campanha, do PROS. Os pedidos foram rejeitados por 8 votos a 6.

Em um dos requerimentos, o vereador pedia informações sobre informações sobre a pactuação do Hospital das Clínicas Samuel Libânio com a Prefeitura Municipal no tocante à realização de exames laboratoriais e análises clínicas. O vereador queria saber “Qual a porcentagem [da meta estipulada] tem sido cumprida” e, se não estivesse sendo cumprida, pedia uma justificativa.

O requerimento relativo ao HCSL é feito em meio a uma troca de acusações entre a atual administração da FUVS, a Fundação mantenedora da unidade de saúde, e o governo Simões, que presidiu a entidade antes de ser eleito prefeito. O confronto tem sido encarado como disputa política e rendeu graves embates na Casa, protagonizados especialmente por Bruno Dias e André Prado.

O outro requerimento de Campanha que foi rejeitado graças aos votos da base governista cobrava informações sobre a aprovação do “Residencial Gran Royalle”, empreendimento construído na área de ação do aeroporto municipal.

Base na defensiva A rejeição deixou claro o acirramento político que envolve a Câmara nas últimas semanas, um sintoma do embate político-eleitoral travado pelos principais grupos políticos da cidade. Mas, para Campanha, a recusa da base em aprovar seus requerimentos é um sinal de fragilidade do governo Simões. “Nós sabemos que são questões delicadas para o governo. Mas na próxima semana vamos tratar a fundo desses temas para revelar o que o governo não está contando”, afirma o vereador

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