José Walter assume presidência da FUVS em busca de 'pacificação'


José Walter assume presidência da FUVS (Foto: Ascom/FUVS)

Depois de mais de um ano de disputas judiciais envolvendo o controle da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), o impasse parece finalmente ter chegado ao fim na última sexta-feira (21), quando José Walter da Mota Matos foi empossado como presidente da instituição que mantém, entre outros, o Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL) e a Universidade do Vale do Sapucaí (Univás).

O professor da Univás Elieser Castro e Paiva é o vice-presidente, enquanto o jornalista Lucas da Silveira assumiu como conselheiro efetivo. Os três nomes foram escolhidos entre 12 pessoas definidas em eleição questionada pelo Estado na Justiça. Na última sexta-feira, porém, o governador Fernando Pimentel fez publicar no Diário Oficial do Estado a nomeação dos três escolhidos que, no mesmo dia, elegeram entre si presidente e vice.

A nomeação dos trio representou um recuo do governo do Estado, que não reconhecia a eleição realizada em dezembro de 2017 e a questionava na Justiça. Com a nomeação do novo Conselho Diretor, a pendenga judicial que opunha governo do Estado e grupos políticos do entorno do prefeito Rafael Simões (PSDB), deve ser encerrada.

Foco de tensões, FUVS é desafio para novos gestores

José Walter tem 52 anos, é delegado e mestre em Direito. Ele vai presidir a Fundação mais tradicional da cidade, uma das maiores empregadoras e foco constante de tensões políticas por seu enorme impacto eleitoral entre milhares de estudantes e cerca de 2 milhões de pessoas na área de atendimento do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Para se ter uma ideia da influência da instituição, seu último presidente foi o atual prefeito Rafael Simões, que se apresentou aos eleitores como 'Rafael do Hospital' e se credenciou para a votação recorde que obteve com o trabalho realizado à frente da instituição.

José Walter passará a presidir a instituição nos próximos dias. Antes fará a transição com a direção interina da entidade. À imprensa, ele disse que sua gestão inicia com foco na 'pacificação' da instituição, que enfrentou uma série de embates políticos nos últimos dois anos.

Entenda

A novela que se tornou a disputa pelo controle da maior fundação de Pouso Alegre teve início em março de 2017. Uma alteração no estatuto da entidade tiro do governo do Estado a prerrogativa de nomear seu Conselho Diretor. A eleição que resultou da mudança foi anulada na justiça. Uma nova eleição foi marcada e um conselho interino nomeado. O resultado da nova eleição ocorrida em dezembro voltou a ser questionado pelo Estado. Desde então, um conselho interino seguia à frente da FUVS.

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