PAFC resgata paixão do torcedor e joga por final 'honroso' na Segundona


PAFC não tem mais chances na Segundona, mas tem apoio do torcedor e boas perspectivas pela frente

"2019 está logo ali. Se Deus quiser, com o apoio da torcida, vamos conseguir". A fala é do presidente do PAFC, Paulo da Pinta, após o empate do Dragão com o Ponte Nova no domingo (23). O cartola teve que conter as lágrimas ao final do jogo que sepultou as chances do Pouso Alegre na competição. A equipe precisava da vitória para seguir sonhando com uma classificação para a próxima fase, mas ficou no 1 a 1 no Manduzão.

A frustração, porém, não é total. Os torcedores deixaram o estádio cabisbaixos, é verdade. Mas muitos deles conservavam a felicidade de ver a equipe de volta a competições oficiais depois de nove anos de hiato. Na comissão técnica a avaliação não é muito diferente. O comparecimento massivo da torcida em todos os jogos legou ao clube uma das maiores médias de público em Minas. Se não conseguiu a classificação, o Dragão fez renascer a paixão do torcedor pouso-alegrense, que apoiou o time até o último minuto.

Altos, baixos e mudanças pedidas pela torcida

Para o jogo contra o Ponte Nova, o Dragão chegou com mudanças há muito pedidas pela torcida. O trio mais requisitada pelos torcedores, os meia-ofensivos Lê e Airan, ambos naturais de Pouso Alegre, e o zagueiro de Santa Rita, Marcelo Oliveira - com passagem pela UEFA Champions League, entraram em campo e foram muito aplaudidos pela torcida quando tiveram seus nomes anunciados.

Mas as mudanças não foram suficientes para sanar as deficiências que a equipe apresentou durante todo o campeonato: dificuldade de criação, baixa intensidade de jogo e problemas na defesa que só não tornaram o time ainda mais vulnerável porque Leandrão se agigantou na frente da meta.

A equipe até detinha a posse de bola no primeiro tempo, mas foi o Ponte Nova quem levou maior perigo ao gol adversário. Os gols, porém, só vieram n segundo tempo. Aos 15 minutos da segunda etapa, Guto aproveitou cruzamento vindo da direita para abrir o placar para os visitantes. 10 minutos depois, Marcelo Oliveira cabeceou no canto para empatar para o Pousão. Mas, para frustração do torcedor, foi só.

Meta final: honra à torcida

O retorno do PAFC pode não ter sido aquele sonhado pelos torcedores quando se trata da tabela de classificação da Segundona, mas se a medida for todos os fatores que envolvem a mobilização que uma equipe de futebol pode causar, foi uma volta majestosa, com estádio lotado e enorme repercussão midiática. A presença de famílias inteiras, torcidas organizadas que cantavam em uníssono no Manduzão deram a medida da paixão despertada pelo clube. Será uma grande responsabilidade para os dirigentes levar em frente o projeto de tamanho apelo popular e potencial de mobilização.

Até por isso, o discurso para a fase final da Segundona, em que o clube apenas cumprirá tabela, é único: "Agora nós temos que terminar honrosamente o campeonato, porque essa torcida merece a vitória aqui dentro de casa", disse o auxiliar técnico Eduardo Dias.

"O torcedor nosso foi o motivo do nosso retorno, muito importante para mim essa volta. Tem 10 anos que a gente batalha por isso. E, com certeza, volta para ficar. Contamos com o apoio [da torcida]. Infelizmente em 2018 não deu, mas 2019 está logo ali", afirmou contendo as lágrimas Paulo da Pinta.

Novos projetos

O Dragão encerra suas apresentações na Segundona diante da torcida no próximo domingo (30) contra o Montes Claros, às 10h30. A última partida será no dia 6 de outubro, em Sete Lagoas, contra o Betis.

Sem chances de classificação, o PAFC já pensa nos projetos de 2019. "Já estamos planejando iniciar as categorias de base sub-20, sub-17 e sub-15, além da taça BH que pretendemos sediar. Agora a diretoria vai se reunir para planejar tudo", disse o presidente Paulo da Pinta.

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