• Adevanir Vaz

Associação Cultural José Brasileu mira preservação das manifestações populares


Entidade nasce com o nome de um dos mais tradicionais foliões de Pouso Alegre e região, José Cecílio de Camargo, o Zé Brasileu

José Brasileu foi uma das grandes referências da Folia de Reis na região. Dos 91 anos, 87 foram dedicados à Folia de Reis

Está sendo criada em Pouso Alegre a Associação Cultural Folião José Brasileu, entidade que será dedicada à preservação das manifestações de origem popular na cidade e região. A iniciativa é do ex-vereador, ex-secretário de Cultura e turismólogo Rafael Huhn, que deu o nome do avô à instituição. José Cecílio de Camargo, o Zé Brasileu, falecido em 26 de agosto, foi um folião apaixonado e figura respeitada entre seus pares, com 87 anos dedicados à Folia de Reis, uma das manifestações populares que a entidade pretende trabalhar.

Huhn lembra que a cultura popular está muito associada à história de vida das pessoas. Por isso, a associação, além de ser uma forma de homenagear o avô, representa a imortalização de uma história de vida que se liga a muitas outras, uma marca da cultura popular. “Ninguém morre enquanto for lembrado. Enquanto a sua trajetória, a sua jornada, história de mais de 80 anos dedicados à tradição da Folia de Reis for lembrada, sua memória permanecerá viva”, argumenta.

Segundo ele, a associação se unirá em torno do resgate, preservação e fomento de diversas manifestações populares, com destaque para a Folia de Reis, Congada, Moçambique, Catira, rezas, ladainhas e memória da culinária popular.

A ideia é que a associação promova a criação de guias, catálogos e ações periódicas como encontros, palestras, workshops, festividades, reuniões e outros meios de mobilização e difusão cultural. A composição da associação ainda não está totalmente definida, mas outras lideranças populares da região devem ser convidadas a integrá-la.

FORTALECIMENTO DA CULTURA Rafael Huhn observa que o recente incêndio ocorrido no Museu Histórico do Rio de Janeiro deixou patente a necessidade de o país avançar na criação de políticas públicas e frentes da organização civil para preservação de seu patrimônio histórico e cultural. “A associação vem para cumprir esse papel de preservação e também de manter vivas as raízes, os legados, os saberes dos integrantes dessas manifestações.”

O ex-secretário de Cultura lembra ainda que o crescimento exponencial da cidade nos últimos anos acelerou a desconexão cultural. Para ele, muitas pessoas desconhecem em parte ou no todo as manifestações culturais que, há poucas gerações, integravam o dia a dia da comunidade. Ele cita o poeta Rubinho do Vale: “‘A cultura popular e o folclore são a alma do povo brasileiro’. A Associação Cultural Folião José Brasileu vem para preservar e manter essa alma da Folia de Reis, da Congada... que é a nossa característica mineira”, conclui.

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