Exclusivo: Simões fala de planos para infraestrutura e planejamento urbano


Nem mesmo a recessão econômica foi capaz de frear os dados superlativos que formam as estatísticas sócio-econômicas de Pouso Alegre nos últimos anos. O avanço demográfico da cidade é o maior da região. Com 148,8 mil habitantes, tem a segunda maior população do Sul de Minas, caminhando a passos largos para ocupar a primeira posição nos próximos anos.

Quando o indicador é a geração de riquezas, assumiu em 2017 a ponta do ranking. A soma de todas as riquezas produzidas durante um ano na cidade já passa de R$ 6,554 bilhões. O PIB per capta chegou a R$ 45,5 mil. Os dados são referentes a 2015, o mais recente levantamento consolidado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O retrato mais atual demonstra que o crescimento econômico segue a todo vapor. Projeções do município dão conta de investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão até 2020 em seu parque industrial, boa parte deste montante concentrados nos setores farmacêuticos e de logística. Os novos aportes devem gerar 3,2 mil empregos. Mas tantos números superlativos cobram um alto preço. A elevação do custo de vida, gargalos de infraestrutura, congestionamentos e ameaças à paz social. A Prefeitura tem um plano para enfrentar os desafios do crescimento acelerado? O JE fez a pergunta ao prefeito Rafael Simões (PSDB) que concedeu a entrevista exclusiva que segue:

Jornal O Estado: Pouso Alegre chega a 170 anos na esteira de uma série de grandes investimentos em seu parque industrial, o que marca, também, a recuperação de seu mercado de trabalho. Pode-se afirmar aos pouso-alegrenses que este crescimento é sustentável?

Rafael Simões: Entre as prioridades delineadas pela administração de Pouso Alegre está o crescimento sustentável. As indústrias que estão vindo para a cidade, principalmente as do ramo farmacêutico, dificilmente são abaladas pelas ondas de crises.

JE: Apesar da recuperação do mercado de trabalho, é senso comum entre os moradores que o custo de vida na cidade é elevado e os salários nem tanto. Como a administração vem tentando melhorar essa relação entre custo de vida e massa de salário dos trabalhadores?

A Prefeitura vem se empenhando na atração de novos investimentos, como os já confirmados no segmento farmacêutico e de alimentação. São empregos de qualidade, com melhores remunerações e que vão elevar a condição financeira do trabalhador. O município tem previsão de até o ano de 2020 receber aportes do setor privado que vão ultrapassar R$1,5 bilhão e gerar 3,2 mil novos empregos de qualidade no município.

JE: O rápido crescimento de Pouso Alegre tem exigido grandes somas de recursos para investimentos em infraestrutura. Nas últimas semanas, foram anunciados recursos para uma nova via de acesso ao Faisqueira, revitalização do Centro e rotatória do São Geraldo, além de recursos que serão aplicados para melhorar o escoamento da bacia do Primavera, responsável pelos alagamentos que afligem os moradores da região central. A administração tem uma estimativa do total de recursos necessários para sanar os gargalos de infraestrutura no município? Em quanto tempo é possível fazer esses investimentos? De onde viriam os recursos?

Por Infraestrutura urbana se entende o conjunto de serviços básicos indispensáveis a uma cidade, como abastecimento e distribuição de água, gás, energia elétrica, rede telefônica, serviços básicos de saneamento, transporte público e outros. A cidade está em constante crescimento. O crescimento populacional é o maior do Sul de Minas, devido a atratividade que a cidade oferece na geração de empregos, tanto na indústria como no comércio. Devido a esse crescimento, novos bairros são criados, e portanto, novas demandas por infraestrutura. De forma que, os investimentos em infraestrutura são permanentes.

A administração atual tem realizado grande empenho para melhorar a qualidade de vida da população através de várias obras em infraestrutura que afetam o cotidiano dos moradores, como limpeza urbana (desde a instalação de lixeiras, a constante acompanhamento da qualidade do serviço prestado pela prestadora contratada para recolhimento do lixo doméstico); transporte público (recentemente foi licitada nova empresa); iluminação pública (instalação de led nas principais vias do município); construção de novas escolas (bairro Pitangueiras e Jardim América); postos de saúde (UBS São João); asfaltamento de vias (Vergani, Faisqueira, Pantano, São Judas e ruas centrais); recuperação de áreas públicas (bairro São Geraldo).

Os investimentos obras de infraestrutura realizados pela atual administração superam R$ 50 milhões, que contam com recursos próprios, financiamentos e repasses do governo federal.

Vários investimentos estão em andamento (construção da UPA, construção da futura avenida do Faisqueira, revitalização do centro, UBS Jatobá, obras de contenção de enchentes do centro) que devem superar outros R$ 50 milhões de investimentos, oriundos do governo federal, financiamentos e recursos próprios.

A COPASA também tem sido acionada a realizar investimentos no município em obras de saneamento básico (água e esgotamento sanitário). A administração também pretende captar recursos através de parcerias com o setor privado, seja através de PPP (Parceria Pública Privada) ou concessão, a exemplo da condução do aeroporto internacional, que está em andamento, e estuda estender a outros setores, como o terminal rodoviário.

Para que os investimentos e o crescimento ocorram de forma planejada, está em curso a revisão do Plano Diretor, que por ocasião das audiências públicas, contarão com a participação dos moradores.

JE: O município acaba de iniciar as discussões para revisão do Plano Diretor. Na visão do Executivo, quais pontos precisam ser revistos fundamentalmente?

A revisão do Plano Diretor é um minucioso trabalho que está sendo efetivado pela Prefeitura, sob a coordenação da Unifei. É fundamental uma reestruturação nas políticas de desenvolvimento municipal, em todos os âmbitos, social, econômico e ambiental. O Planejamento Territorial também será revisto, abordando o macrozoneamento, zoneamento, zonas especiais e parâmetros de uso, parcelamento e ocupação do solo.

JE: Com uma população que avança acima da taxa média nacional e regional,como fazer da cidade um local agradável, onde as pessoas possam conviver em harmonia, seja no trânsito, seja nos espaços públicos de convivência, como praças e parques?

A manutenção das áreas públicas de convivência, tornando-as conservadas, limpas, iluminadas e seguras, é fundamental para o convívio saudável dos moradores de uma cidade açodada pelo desenvolvimento. Já no início desta administração foi criado o programa de adoção de praças e áreas públicas. Várias empresas e pessoas físicas juntaram-se ao poder público para promover a manutenção dos espaços de convivência.Também a Prefeitura realizou melhorias na iluminação desses locais, tornando-os mais agradáveis,bonitos, atrativos e seguros.

JE:. Em seu slogan de campanha, foi utilizada a frase “Pouso Alegre no rumo Certo”. Aos 170 anos, em que rumo está Pouso Alegre?

Ninguém mais duvida que Pouso Alegre vai ao encontro do desenvolvimento. Com um crescimento sustentável, é a cidade que mais se destacou no Sul de Minas neste ano, não somente pela ampliação demográfica, mas sobretudo na oferta de empregos, atração de investimentos, disponibilidade de serviços públicos e ostentação de sólida economia. Podemos reafirmar que, aos 170 anos, Pouso Alegre está no rumo certo!

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