Vice-governador de Minas é preso na Operação Lava Jato


Vice-governador foi preso em Vazante, sua base eleitoral e onde foi prefeito de 1989 a 1992 (Foto: Agência Minas)

Antonio Andrade (MDB), o vice-governador de Minas Gerais, foi preso na manhã desta sexta-feira (09) em Vazante, Noroeste do estado, na Operação Capitu, um desdobramento da Operação Lava-Jato. A operação desencadeada pela Polícia Federal acusa Andrade de participar de uma organização criminosa que autava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura.

Andrade foi ministro da Agricultura do governo Dilma (PT) entre 2013 e 2014. Também foram presos na operação o deputado estadual João Magalhães (MDB) e os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro.

A ação, batizada de Capitu, é realizada nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso, além do Distrito Federal. Joesley foi preso em São Paulo e Andrade, no interior mineiro, na cidade de Vazante, berço político do vice-governador.

De acordo com informações da PF, estão sendo cumpridos 63 mandados judiciais de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

A investigação da PF tem base nas declarações do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Ele relatou pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no ministério em 2014 e 2015. "A Polícia Federal apurou a atuação de uma organização criminosa na Câmara dos Deputados e no ministério, integrada por empresários e executivos de um grande grupo empresarial do ramo de processamento de proteína animal", diz a nota da instituição.

Para a PF, o grupo dependia de normatizações e licenciamentos do Ministério da Agricultura e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão em troca de atos de ofício, "que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado”, afirma a investigação.

Prisão de deputado reeleito

Outro mineiro preso na manhã desta sexta foi o deputado estadual reeleito João Magalhães (MDB). O nome dele já havia sido citado na Lava-Jato no ano passado, em razão da divulgação de um áudio em que ele cobrava uma propina de R$ 4 milhões ao executivo da JBS, Ricardo Saud. Antes de chegar à Assembleia Legislativa, Magalhães foi deputado federal por quatro mandatos.

A acusação contra os indiciados trata de pelo menos cinco crimes: por organização criminosa, obstrução da Justiça, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As penas podem variar entre três anos e 120 anos de prisão.

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