Operação em Pouso Alegre mira fraude fiscal de R$ 60 milhões envolvendo gráficas


Operação 'Casa de Papel' apura esquema de sonegação na comercialização de papel para impressão de jornais e revistas: prejuízo ao fisco mineiro pode chegar a R$ 60 milhões (Imagem: PxHere)

Uma ação contra fraude fiscal executou ao menos seis mandados de busca e apreensão em Pouso Alegre, Belo Horizonte e São Paulo. Uma associação entre uma distribuidora de papel e pelo menos quatro gráficas teria criado um esquema de sonegação fiscal com prejuízo estimado em R$ 60 milhões para os cofres públicos, segundo informou o Ministério Público de Minas Gerais.

A operação foi batizada de 'Casa de Papel'. As autoridades apuram o uso indevido de papel que deveria ser destinado exclusivamente para a impressão de livros, jornais, revistas e periódicos. O custo final destas publicações é reduzido uma vez que sua matéria prima tem imunidade tributária.

O papel era adquirido para impressão dos produtos para o quais é prevista a isenção tributária, mas utilizado para outros fins. As investigações apontam para a sonegação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de Minas Gerais.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da Vara de Inquéritos Policiais da Comarca de Belo Horizonte, nos estabelecimentos matriz e filial da distribuidora de papeis, além das quatro gráficas/editoras. Participam da operação uma delegada de Polícia, 18 agentes da Polícia Civil, dois promotores de Justiça e 30 servidores da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais. “As investigações apuram o envolvimento de uma grande distribuidora mineira com filial no estado de São Paulo e quatro gráficas/editoras, situadas em Belo Horizonte e Pouso Alegre/MG”, informou o Ministério Público.

A operação ainda está em andamento.

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