• Adevanir Vaz

Com chapa única, base mostra unidade e elege Oliveira para presidência da Câmara


Na foto, os cinco vereadores que comandarão a Mesa Diretora em 2019. No centro, o futuro presidente, Oliveira Altair (MDB) (Foto: ASCOM/CMPA)

Sem disputas, nem rachas. A eleição para a presidência da Câmara de Pouso Alegre na noite desta terça-feira (11) teve chapa única e a suave condução do vereador Oliveira Altair (MDB) ao comando da Casa, posição que ele ocupará a partir de 2019.

Ao lado dele, na Mesa Diretora, estarão Wilson Tadeu Lopes (PV) na vice-presidência, Arlindo Mota (PSDB) na 2ª vice-presidência, Bruno Dias (PR) como 1º secretário e Odair Quincote (PPS) como 2º secretário.

A chapa recebeu 14 votos favoráveis em 15 possíveis. O único voto contrário foi da vereadora Professora Mariléia (PSDB). Ela não se posicionou oficialmente sobre o voto, mas esta reportagem apurou que a parlamentar era uma das postulantes governistas à presidência da Casa, mas não conseguiu formar sua chapa para concorrer.

A despeito do posicionamento da vereadora, o quase consenso da noite desta terça-feira (11), última sessão ordinária da Câmara em 2018, é um resumo do que foi o ano no legislativo municipal: com ampla maioria, a base aliada deu as cartas e abriu caminho para que o Executivo tivesse tranquilidade para aprovar suas pautas, incluindo aí as mais polêmicas.

Se por um lado a unidade da base aliada demonstra coesão do grupo governista, por outro como fica a independência da Câmara? Esta foi a pergunta mais repetida pela oposição durante o ano. As críticas quanto à submissão da Câmara ao governo Simões ganharam diferentes tons nas falas de Campanha (PROS), André Prado (PV) e Dr. Edson (PSDB).

Com a palavra, os presidentes

O presidente eleito, Oliveira Altair, exalta o trabalho dos vereadores em parceria com o Executivo. Para ele, sua eleição simboliza essa dobradinha: "Simboliza que a gente está fazendo um bom trabalho, a Câmara e todos os vereadores [estão] fazendo um bom trabalho, junto, em parceria com o Executivo e a gente espera que esse trabalho continue para a melhoria da nossa cidade", avalia.

A meta do vereador para o próximo ano é dar continuidade aos cortes de gastos no Legislativo. Ele deve seguir o exemplo do atual presidente, que economizou pouso mais de R$ 2 milhões, valor que será devolvido à Prefeitura. "É uma economia que a gente pode estar direcionando na saúde, na área da educação", projeta Oliveira, acrescentando que a austeridade do Legislativo se torna ainda mais importante em um momento de crise, em que o município sofre com a suspensão de repasses do governo de Minas.

Ele descarta qualquer possibilidade de a Câmara ser submissa ao Executivo e prega a união dos vereadores. "A gente tem que trabalhar unido (...) Nós somos representantes do povo e estamos lá para trabalhar pelo povo", assevera.

Balanço

O atual presidente da Casa, Leandro Morais (PPS) deve fazer um balanço de sua gestão na próxima semana. Ele considera, porém, que Oliveira dará continuidade, em 2019, ao trabalho iniciado pela atual legislatura da Casa em 2017, quando o Legislativo foi conduzido por Adriano da Farmácia (PR).

"O Oliveira é um vereador experiente. Já foi vereador por quatro mandatos, já foi presidente no ano de 2012 e, com toda certeza, irá dar continuidade ao trabalho", avaliou, antes de lembrar que o vereador teve atuação importante na atual Mesa Diretora.

Sobre a gestão que deve concluir após conduzir as sessões extraordinárias que vão votar o orçamento para 2019, Leandro aponta o que considera ser seus principais legados. Primeiro, ele cita a "gestão equilibrada, eficiente e transparente". Segundo ele a readequação administrativa da Casa, seguida de corte de recursos possibilitou a economia e devolução para a Prefeitura de cerca de R$ 2 milhões.

Ele cita ainda a ampliação das visitas e acessos à Câmara Municipal; a discussão e aprovação de projetos de lei relevantes; além dos investimentos na Escola do Legislativo, que possibilitaram ao município tornar-se oficialmente a Capital Nacional da Cidadania.

Base unida não prejudica independência da Câmara

Leandro Morais também descarta que a independência da Câmara possa estar em jogo. "Uma coisa é a base aliada estar unida. Outra coisa é essa ação prejudicar a independência do Legislativo. Eu não vejo dessa forma", contesta.

Na mesma linha de Oliveira, ele considera que há uma busca pela união dos vereadores a fim de buscar "melhorias para a população". "A Câmara Municipal é independente. Existe um respeito, existe um companheirismo do Poder Legislativo com o Poder Executivo, mas vale ressaltar que existe a independência e cada vereador é responsável pelos seus votos, cada vereador é responsável por suas ações", conclui.

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