Crise em Minas: Samu suspende serviços em cidades da região


Ao menos cinco cidades tiveram o serviço suspenso por falta de pagamentos ao órgão. Em Itajubá, paralisação se deu em pronto-socorro

Samu suspende parte dos serviços em cidades da região (Foto: ilustração)

A crise financeira em Minas começa a tornar insustentável a situação dos municípios, afetando a prestação de serviços essenciais. É o caso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que deixou de prestar o atendimento secundário (de transporte e deslocamento entre unidades de saúde) a cinco cidades da região por falta de pagamento das prefeituras. A medida afeta Alfenas, Bom Repouso, Claraval, São Thomé das Letras e Serranos.

Em Itajubá, devido aos atrasos de repasses públicos, o pronto-socorro da Santa Casa está com atividades paralisadas desde sexta-feira (11). Apenas casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.

A paralisação é uma decisão dos médicos cujo último salário integral foi recebido em setembro do ano passado. Hospital filantrópico, a Santa Casa depende de repasses dos governos federal, estadual e municipal para funcionar. Parte desses recursos estaria atrasados, o que justificaria o atraso no pagamento dos médicos.

"O último mês recebido foi setembro e agora no início de janeiro, um dia anterior à nossa grave, foi repassado somente 80% de outubro", disse a coordenadora do pronto-socorro, Juliana Ferreira dos Santos.

Os médicos tentaram um acordo com a administração do hospital, mas não chegaram a um entendimento sobre o pagamento dos salários atrasados, o que culminou na paralisação.

A Santa Casa realiza cerca de 10 mil atendimentos por mês. Destes, 80% são pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos repasses atrasados, a superintendência da unidade de saúde alega que o valor recebido por cada atendimento também é insuficiente.

De seu lado, a Prefeitura de Itajubá enfrenta dificuldades com o atraso de repasses do governo do Estado, que tem dívida de R$ 12,3 bilhões com os municípios. Ainda assim, a prefeitura local informou que deve quitar o valor de R$ 160 mil em atraso com a instituição de saúde, o que deve ser feito até o fim do mês.

O repasse deve ser suficiente para instituição regularizar os salários dos médicos.

Pronto-socorro em Itajubá está com atividades paralisadas (Foto: reprodução EPTV)

Samu

Se o caso do pronto-socorro de Itajubá parece ter alguma perspectiva, o mesmo não se pode dizer sobre as cinco cidades que tiveram os serviços do Samu suspensos. O secretário-executivo do Cissul Samu, Jovane Ernesto, afirma que a decisão do corte foi tomada após inúmeras tentativas de acordo.

"A gente tenta da melhor maneira conciliar, com notificações, ligando para a prefeitura, para o chefe do Executivo, para o Secretário Municipal de Saúde e depois de esgotada todas as tentativas de conciliar, agora a gente já entrou com ações de cobrança, inclusive alguns municípios a Justiça já proferiu decisões favoráveis ao consórcio, então a gente aguarda aí o recurso e segunda instância", afirma o secretário.

O Samu regional atende a 152 municípios. Para receber o serviço, cada prefeitura paga o valor de R$ 0, 25 por habitante, o que cobre o atendimento secundário. Já o atendimento primário, em casos de acidentes ou socorro doméstico, não tem preço para as administrações e, portanto, não foi afetado pelo corte.

"O paciente dessas cidades inadimplentes que precisam de um recurso e que não possua dentro das unidades de saúde do município, ele não terá assistência do Samu para conseguir esse recurso, ou seja, transferir para um hospital de maior complexidade onde tenha o recurso necessário para prevenir sequelas e preservar a vida", informa Ernesto.

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