Prefeitos vão cobrar repasses de Zema e são recebidos por barreira da PM


Barreira da PM contém comitiva de prefeitos na Cidade Administrativa (Imagem: reprodução Portal Uai)

Centenas de prefeitos de cidades mineiras foram à capital do estado tentar falar com o governador Romeu Zema (Novo) sobre a retenção de repasses estaduais para os municípios. Mas a recepção deles foi feita por uma barreira da Polícia Militar. A ação em frente à cidade administrativa revoltou os políticos da caravana que contava com mais de 300 prefeitos.

"Nem Pimentel (ex-governador) nos recebeu assim. Não somos bandidos", protestaram. O grupo quer que o governador recém-empossado volte a repassar de forma automática o ICMS e o IPVA, prática que foi interrompida por Fernando Pimentel.

"Até o governo passado, com todo o desrespeito que teve conosco nunca nos tratou desta forma. Até onde sei as forças policiais são para fazer cumprir a lei e não para proteger quem está descumprindo", desabafou o presidente da Associação dos Municípios Mineiros (AMM), Julvan Lacerda.

De acordo com o jornal Estado de Minas, após a pressão em frente à barreira policial, o governo autorizou a entrada de Julvan Lacerda e mais quatro prefeitos para conversar com Zema. A imprensa, no entanto, não foi autorizada a entrar.

Após o encontro, Julvan informou que a comitiva foi recebida pelo secretário de governo Custódio Mattos, que reafirmou que Zema vai se posicionar sobre a situação dos prefeitos entre hoje e amanhã."Ele não nos deu uma posição Clara mas se comprometeu que o governo vai anunciar o que fazer", desse. De acordo com o prefeito, a mobilização continua até que os repasses voltem a ser feitos normalmente.

Veja imagens feitas pelo Portal Uai

Prefeitos pedem Impeachment

Se a paciência dos prefeitos foi ao limite com Pimentel, que deixou uma dívida de mais de R$ 12 bilhões com as prefeituras, o tratamento ao novo governador será menos comedido. Reunidos em assembleia da AMM na manhã desta segunda chegou-se a propor um pedido de impeachment contra o governador assim que os trabalhos da Assembleia de Minas forem retomados, em 1º de fevereiro.

Os prefeitos alegam que Zema, embora tenha recebido uma bomba de Pimentel, iniciou seu mandato mantendo rigorosamente a mesma prática da gestão petista. A associação afirma que a dívida de Zema já é de R$ 342 milhões, valores relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) do dia 15 de janeiro.

"A proporção está a mesma, só estão maquiando um pouco melhor que o PT" , afirma Julvan Lacerda (MDB). Para o líder da associação, o sacrifício financeiro deve ser de todos e não apenas dos municípios.

Paralisação e intervenção federal

A ameaça de impeachment não é a única medida ventilada pelos prefeitos. Eles avaliam também uma paralisação geral como forma de pressionar o governo estadual. Outra possibilidade é pedir socorro a Brasília, exigindo intervenção federal.

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