• Adevanir Vaz

Zema promete regularizar repasses em atraso para prefeituras em até 10 dias


Zema em coletiva após saída de encontro na cidade de Varginha (Foto: reprodução de redes sociais)

Reunido com prefeitos do Sul de Minas, em Varginha, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou na tarde desta quinta (24) que vai regularizar os repasses de verbas atrasadas para os municípios em até 10 dias.

"Em até 10 dias nós estaremos fazendo os repasses constitucionais aos municípios sem atrasos", disse o governador em uma rápida coletiva, improvisada na saída do encontro. Segundo ele, o compromisso de regularizar os repasses é fruto de "um esforço sobre-humano [de seu governo] para regularizar as contas" do estado.

A regularização de repasses diz respeito a atrasos do novo governo que, segundo a Associação Mineira de Municípios (AMM), já passa de R$ 400 milhões. Zema ainda não disse o que será feito em relação aos mais de R$ 12 bilhões de repasses não feitos durante o governo Pimentel.

O governador apelou às prefeituras para que retomem o ano letivo em fevereiro, como de praxe. Algumas delas haviam anunciado o adiamento do início das aulas por falta de recursos.

No início da semana, em assembleia da AMM em Belo Horizonte, prefeitos chegaram a sugerir uma mobilização para pedir o impeachment de Zema e intervenção federal no estado após os primeiros atrasos de repasses constitucionais, embora a prática tenha origem nos últimos dois anos do governo Pimentel.

Municípios anunciam medidas para contornar a crise

Com verbas constitucionais retidas pelo governo estadual, diversas cidades do Sul de Minas anunciaram medidas para conter gastos. Entre elas estão Andradas, Guapé, Poços, Paraisópolis, Passos, Poços de Caldas e Três Corações.

Pouso Alegre soma cerca de R$ 90 milhões em repasses atrasados do governo de Minas. Até esta semana, além de apertar as contas, reduzindo gastos, o município não havia tomado nenhuma medida específica. Na segunda-feira (21), porém, encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que prevê a extinção da Guarda Municipal.

A proposta seria um necessário "enxugamento da máquina pública", diante da crise financeira que "assola o Estado.

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