Quadrilha mantinha famílias de gerentes reféns para assaltar bancos


Bando seria liderado por jovem de 19 anos. Ação conhecida como 'Crime do Sapatinho' foi executada em diversas cidades da região e rendeu cerca de R$ 2 milhões à quadrilha. Polícia investiga, agora, supostos informantes

Em uma e suas últimas ações, a quadrilha teria invadido a casa de um gerente de banco, em Guaxupé. O bando passou a noite com o gerente e sua família. No dia seguinte, enquanto parte da quadrilha mantinha a família refém, outra seguiu com o gerente até a agência bancária, obrigando-o a abrir o cofre e entregar o dinheiro. No detalhe da foto, o jovem Bruno Boldrini , de 19 anos, que é suspeito de liderar o bando. (Imagem: montagem - Polícia Civil/ Reprodução Redes Sociais)

Os assaltos a bancos no Sul de Minas têm sido presença constante no noticiário regional. Por trás desta onda de crimes contra instituições financeiras estão quadrilhas especializadas. Com um bom serviço de informação e audácia na hora de agir elas desafiam as autoridades, desfalcando milhões das agências bancárias.

Esta semana, a polícia conseguiu desarticular ao menos uma delas. Uma operação policial teria chegado ao cabeça de um grupo que, para assaltar os bancos, sequestrava seus gerentes em sua própria casa e mantinha suas famílias refém. O líder do bando seria um jovem de 19 anos, Bruno Boldrini.

Ele foi preso em um prédio, no centro de Juruaia, acompanhado de uma adolescente. A operação 'Crime do Sapatinho' - como ficou conhecida esse tipo de ação para assalto a banco, foi desencadeada pela Polícia Civil da regional de Guaxupé.

Ao chegar ao suposto chefe da quadrilha, a operação encerrou sua primeira fase. Outras 16 pessoas foram presas ao longo da investigação. A polícia estima que eles tenham roubado até R$ 2 milhões de agências bancárias da região.

Como agia a quadrilha

A ação do bando era meticulosa, de longa duração e tinha nos gerentes dos bancos seu foco de ação. Eles identificavam o profissional, sua residência e a invadiam. A partir daí, a família do profissional virava refém e moeda de troca.

"Durante a noite, parte da quadrilha entra, após identificação, na residência dos gerentes, mantém a família em cárcere até a manhã do dia seguinte, quando um dos agentes vai até a agência bancária, acompanhado do gerente, e mediante as ameaças à família, o gerente é obrigado a abrir o cofre e entregar à quadrilha todo esse capital", contou o delegado responsável pela investigação, Gabriel Belchior João.

Próxima fase da operação

Para levar a cabo os sequestros, identificar os gerentes e suas residências, a quadrilha precisava de informação. É justamente a fonte dela que a polícia vai tentar identificar na próxima fase das investigações. A investida final da operação ainda vai tentar rastrear o destino do dinheiro roubado.

"Terão mais duas fases, a fase dois será a procura pela identificação daqueles autores indiretos, daqueles que de forma indireta auxiliavam a quadrilha nessa prática criminosa. Na fase três, tentaremos identificar como foi revertido esse capital, o proveito do crime", indicou o delegado.

#DiaaDia

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com