• Adevanir Vaz

Duas barragens no Sul de Minas não têm garantia de segurança da ANM


Informação foi revelada em reportagem da emissora EPTV na noite desta segunda (28). Auditoria da Agência Nacional de Mineração (ANM) atestou falta de dados e documentos técnicos em duas barragens localizadas na cidade de Caldas

Instalações de exploração de urânio da INB, em Caldas (MG), estão desativadas desde 1995. Empresa afirma que o local passa por monitoramento constante (Foto: divulgação)

A tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, joga luz sobre um setor econômico que envolve enormes riscos ambientais e humanos, a mineração. A exploração em larga escala do minério, embora altamente rentável, requer rígidos padrões de controle de riscos e mitigação de danos ambientais.

Mas novas evidências de que estas práticas são negligenciadas continuam a surgir. Algumas delas vêm à tona no Sul de Minas. Reportagem da emissora EPTV mostrou na noite desta segunda (28) que duas barragens localizadas no município de Caldas, a 82 quilômetro de Pouso Alegre, não possuem qualquer garantia de segurança da Agência Nacional de Mineração (ANM).

As estruturas de represamento de rejeitos do minério explorado na cidade são de responsabilidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e está no cadastro da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM).

Em todo o estado, há pelo menos 698 barragens com cadastro na FEAM. Destas, 45 estão distribuídas por sete cidades do Sul de Minas. Cabe à ANM auditar e determinar se as estruturas estão em boas condições de segurança ou se apresentam algum risco.

O município da região com maior número de barragens é Poços de Caldas. Onde estão abrigadas nada menos que 17 delas. Em seguida, estão Guaranésia, Nazareno, Passos e São Tiago, com seis cada uma, e Fortaleza de Minas, com 2. Estas, porém, tiveram atestado positivo da ANM.

INB admite que só tomou providências após reportagem na imprensa

Se faltam adjetivos para traduzir a cena de horror em Brumadinho, a repetir Mariana três anos depois, a consternação fica maior ao saber que as empresas responsáveis por garantir a segurança de estruturas com alto potencial de destruição ambiental e humana adotam medidas reativas de segurança, às vezes pautada pela imprensa. Como revelou a INB nesta segunda.

"A INB informou que após uma reportagem veiculada no Jornal Nacional, em 2016, contratou a consultoria da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) para fazer uma análise de dados da barragem de rejeitos, inclusive sobre a estabilidade", diz um trecho da reportagem.

A empresa, porém, garante que "toda área de responsabilidade da empresa não oferece riscos ao trabalhador, ao meio ambiente e às comunidades vizinhas à unidade", prossegue a reportagem.

Segundo a INB, o laudo feito pela UFOP apontou a necessidade de desativar o sistema de captação da água do reservatório até a estação de tratamento e substitui-lo por um novo. O serviço teria sido contratado em caráter emergencial em dezembro de 2018. As obras têm previsão de término para junho de 2019.

A INB

A INB (Indústrias Nucleares do Brasil) é uma empresa brasileira de economia mista (com capital estatal e privado). Ela está vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear - (CNEN), que, atualmente, responde ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Com informações do G1 Sul de Minas.

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