Por 13º, entidades ligadas à segurança pública ameaçam paralisações


Setores ligados à segurança pública em Minas avaliam ações contra parcelamento do 13º

O anúncio do governador Romeu Zema (Novo) de que sua administração vai parcelar em 11 meses o 13º salário do servidores desagradou setores ligados à segurança pública do Estado. Entidades que representam servidores das polícias civis, militares e bombeiros fizeram manifestação pública de descontentamento com a medida anunciada pelo novo governador.

Na manhã desta quarta-feira, as entidades se reúnem para discutir estratégias de reação ao anúncio do governo de Minas. Não estão descartadas paralisações pontuais, com redução da jornada de trabalho ou mesmo a chamada 'operação tartaruga'.

As categorias já planejavam uma assembleia geral na última sexta-feira (25), mas o ato foi cancelado em razão dos trabalho em Brumadinho, onde ocorreu o trágico rompimento da uma barragem de rejeitos minerais, culminando em uma tragédia que, até o momento, fez 65 vítimas fatais.

Manifestações

A primeira entidade a se manifestar após o anúncio de Zema foi a ssociação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (AOPMBM), que publicou uma nota em seu site.

“Essa notícia conseguiu piorar o que já era ruim. Como diz o ditado: 'nada é tão ruim que não possa piorar.' Parece que a Governança não quer enxergar o caos que a medida acarreta. Famílias estão endividadas, com a renda comprometida, problemas de saúde dos servidores decorrentes desta situação e, a desmotivação começa dar sinais no quartéis na prestação da segurança pública”, diz trecho do texto assinado pelo presidente da entidade, coronel Ailton Cirilo da Silva.

Trechos da nota chegam a ser ameaçadores. Em dado momento questiona se serão necessárias "posturas radicais contundentes que comprometam o Estado de direito”. Uma das broncas da categoria reside no fato de outros poderes estarem com salários e benefícios em dia.

"É o Executivo que faz a máquina estatal funcionar: arrecadar, fiscalizar, educar e promover a saúde, policiar e socorrer vítimas da tragédia de Brumadinho, para usar um exemplo recente. Ficamos olhando o Legislativo, Judiciário e MP usufruindo das benesses do Estado e, enquanto cobramos o 13º salário, eles já receberam até o 14º”. questiona na nota o coronel.

O mesmo questionamento foi feito pela Associação dos Delegados da Polícia Civil de Minas Gerais (Adepol). “O caixa é único. Por que os outros poderes já estão com tudo em dia? Se Minas está em situação difícil, então vamos todos fazer um sacrifício por Minas”, sugeriu o presidente da entidade, Márcio Correia.

As entidades afirmam que a categoria está em ponto de ebulição. “Estamos há quatro anos sem reposição salarial, com o salário fatiado e ainda vamos receber o 13º em 11 vezes? Isso é inconcebível”, reclama José Maria de Paula Cachimbinhom, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais.

Com informações do Estado de Minas.

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