Bombeiros de PA já ajudam nas buscas por desaparecidos em Brumadinho


Bombeiros da Cia. Independente de Pouso Alegre já atuam na operação de buscas em Brumadinho nesta quinta-feira (31) - Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros-MG

O sétimo dia de buscas por desaparecidos no desastre de Brumadinho começou nesta quinta-feira (31) com a ajuda de três oficiais da Companhia Independente do Corpo de Bombeiros Militar de Pouso Alegre. O comandante da unidade, o major Ivan Neto, o capitão Tosatti e o soldado dos Santos se somaram aos 320 homens de Minas e outros quatro estados que enviaram reforços para a operação de buscas.

A barragem 1 de rejeito de minério de ferro da mineradora Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho (região metropolitana de Belo Horizonte) se rompeu no início da tarde de sexta-feira (25). A lama avançou sobre 71 hectares, destruindo o que encontrou pela frente. Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, incluindo um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco.

Conforme o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, no final da tarde desta quarta-feira (30), até o momento, já estão confirmadas 99 mortes. Destas, 57 corpos foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). Outras 259 pessoas continuam desaparecidas.

O trabalho dos bombeiros

O trabalho dos oficiais do Corpo de Bombeiros em Brumadinho se á em condições extremas. Líquida, densa e contaminada pelos rejeitos da exploração de minério, a lama impõe dificuldades técnicas para acessar os pontos onde podem estar os corpos das vítimas.

Um exemplo do imenso desafio encarado pelos bombeiros foi a localização de um ônibus de funcionários da mina. O ônibus foi encontrado no início da noite de domingo, mas só pôde ser acessado no dia seguinte, devido à falta de luz no anoitecer.

Para chegar ao local, 20 bombeiros militares de Minas Gerais e do Rio de Janeiro se deslocaram pela área atingida pelo lamaçal. Se mover sobre o 'rio de lama' exige técnica. Parte instáveis, movediças podem tragar um indivíduo que não se mova com cuidado.

“São áreas de acesso muito difícil. Por isso pedimos as pessoas para não entrar nessas áreas”, afirmou ao Estado de Minas o comandante de salvamento especializado do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Leonard Farah. Ao mesmo jornal o porta-voz da corporação, Pedro Aihara, explicou que mesmo entre os socorristas, não são todos que podem participar das ações nos lugares mais complexos. “Na área quente, nem mesmo os bombeiros militares têm acesso livre para fazer buscas. Esse trabalho é feito apenas com equipes especializadas, com cães farejadores e outras forças”, disse.

Pranchas de madeira ajudaram os bombeiros a determinar a localização do ônibus e os pontos para acessar os corpos. Sob o calor de 34º, parte dos homens se concentrava na escavação, com o uso de pás e enxadas; outra parte do grupo, munida de facões, cordas e motosserras, removia madeira da mata para construir uma rota de fuga. Já que, enquanto atuavam no resgate, os oficiais ainda precisavam se preocupar com o a barragem B6, que apresentava risco de rompimento.

Quando, finalmente, conseguiram expor parte da lataria do ônibus, os bombeiros tiveram uma ideia da força destrutiva da lama. O ônibus fora achatado, tendo sua altura reduzida a 1 metro. Dois corpos foram localizados ali, depois de os oficiais utilizarem serras circulares e desencarceradores para remover pedaços de lataria, bancos e blocos de lama seca.

#Minas

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