Temperos que encantam a cozinha do mineiro


Separados, juntos e misturados. Minas tem cheiro, jeito e sabor

Grandes nomes da gastronomia brasileira definem o Brasil e sua federação de 27 estados em três grandes cozinhas; a paraense, baiana e a mineira. Seguindo esta linha de raciocínio, o que há em comum entre elas para que sejam consideradas a base gastronômica do nosso país? Não há dúvidas, todas são carregadas de temperos regionais e modo de fazer peculiar.

Para a matéria desta semana lancei em minha página no facebook a seguinte pergunta: que tempero não pode faltar na cozinha do mineiro? Alho, salsinha, cebolinha, alecrim, manjericão, ora-pro-nóbis, tomilho, coentro foram citadas pelos amigos internautas.

Não há dúvida que uma das particularidades de Minas Gerais e seu vasto e rico poder transformador é aproveitar de suas características de fronteira. Quando falamos em Minas, falamos na Minas paulista do Sul, da carioca da Zona da Mata, da goiana do Triângulo e da baiana do Norte. Mas, na verdade, são estes estados que bebem da fonte da terra de Tiradentes.

Sua vasta abundância de plantas, capazes de aromatizar e temperar a comida de forma tão emblemática, e seu jeito simples de preparar fizeram da cozinha mineira a riqueza que encanta o Brasil e o mundo.

Mas o grande poder da cozinha não é só ter os temperos e a rica tradição transmitida por gerações. O modo de fazer é um dos elementos que compõem a base técnica para que alguns quitutes e iguarias sejam considerados patrimônio cultural imaterial.

No sábado de manhã, fui até a feira orgânica, na Praça João Pinheiro, bater um papo com o agricultor orgânico Juliano Hojah. Falamos sobre os temperos mais vendidos e, nesta conversa com o jovem agricultor orgânico e defensor da agricultura familiar e sustentável, a certeza de que o cheiro verde, composto por cebolinha e salsinha, e a dupla dinâmica alho e cebola são os temperos que mais se vende.

Juliano ressaltou a importância da origem dos alimentos para se obter bons aromas e sabores. Ainda ressaltou que hoje voltou a ser comum o quintal com verduras, temperos e ervas medicinais em casa, até de forma vertical em apartamentos. “O importante é comprar mudas orgânicas e buscar orientações de manejo para um horta de ricas energias e zero agrotóxicos.”, diz.

Juliano Hojah é casado com a mexicana Violeta Martinez e tem uma pequena filha. Este jovem casal decidiu se dedicar à agroecologia e gerenciam o Sitio Gerana. Vendem seus produtos ao lado de outros agricultores na feira orgânica de Pouso Alegre, que acontece às quartas, na Av. Vicente Simões, ao lodo do Boxi Line, e aos sábados na Praça João Pinheiro.

Colocou a banho na panela de ferro, deixou a gordura esquentar, taca um punhado de alho, deixa dourar e o cheiro já levanta, sinalizando que ali tem dono. Logo depois vem a cebola e um pouco de tomilho. Joga-se a carne de porco. Deixa selar. O cheiro ultrapassa a cozinha, toma conta da casa e até da rua. Lá do outro lado, já tem gente dizendo: ‘Dona Maria tá fazendo o almoço! sinta o cheiro!’

Com tantas Marias e Josés espalhados por Minas, criando suas criações, plantando suas verduras e temperos e fazendo do fogão e da cozinha a sala dos Deuses, Minas, sem dúvida, é um Estado de espírito, cheiro e sabores.

#Minas

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