• Adevanir Vaz

Comércio e Construção Civil pressionam para baixo mercado de trabalho em Pouso Alegre


No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de Pouso Alegre continua positivo. São 1.034 novas vagas. Mas para recuperar os postos perdidos desde 2014, ainda será necessário criar outras 2,4 mil vagas

Indústria e serviços continuam segurando a onda do mercado de trabalho em Pouso Alegre que fechou vagas nos últimos dois meses com mau desempenho dos setores de Comércio e Construção Civil (Foto: arquivo)

Pelo segundo mês seguido, Pouso Alegre fechou vagas de trabalho. Confrontando demissões versus admissões, o município ficou com saldo negativo de 126 postos de trabalho em janeiro. No período, enquanto 1.529 pessoas foram contratadas outras 1.655 foram demitidas. Em dezembro, o saldo já havia sido negativo, com 353 demissões a mais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os números refletem o mau momento vivido por dois setores em especial: o Comércio e a Construção Civil, que, desde a crise econômica, deixaram de gerar vagas como de costume na cidade. Em janeiro, 125 postos foram fechados na Construção Civil; outros 114 no Comércio.

Por outro lado, Indústria e Serviços seguem gerando postos, recobrando a vitalidade de anos atrás. No primeiro mês do ano, a Indústria local abriu 81 novas vagas. Já o setor de serviços criou outros 33 postos formais. O desempenho dos demais setores foram os seguintes: Extrativa Mineral (-4), Agropecuária (+3).

Cidades-polo

Entre as três cidades-polo da região, Pouso Alegre ficou no meio da tabela para o mês de janeiro. Varginha teve o pior resultado, com saldo negativo de 260 vagas. No acumulado dos últimos 12 meses, o município tem um pequeno saldo positivo: 53. Poços de Caldas, por sua vez, teve o melhor entre os péssimos resultados: terminou janeiro com 104 postos a menos de trabalho e, no acumulado dos últimos 12 meses, tem saldo negativo de 53 vagas.

Município precisa criar 2,2 mil postos para voltar ao nível pré-crise

No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de Pouso Alegre continua positivo. São 1.034 novas vagas. Mas, para recuperar os postos perdidos desde 2014, ainda será necessário criar outras 2,4 mil vagas. O número era de 2 mil em novembro de 2018, mas voltou a crescer com o mau desempenho dos últimos dois meses.

A fotografia do mercado de trabalho em janeiro preocupa. O município vem de um ano de reafirmação no setor que tem impacto imediato na renda e disposição para consumo nas famílias.

Em janeiro de 2018, os pouso-alegrenses comemoravam um mês de forte geração de empregos. Foram 330 vagas criadas só naquele período, prenunciando o aquecimento no mercado de trabalho, o que de fato ocorreu, com 1.490 novos empregos criados ao final daquele ano, ainda que, em dezembro, 353 vagas tenham sido encerradas.

O ano marcou a recuperação da conhecida capacidade do município de gerar empregos em grande quantidade. 12 meses antes, em 2017, o resultado fora apenas razoável, com novas 689 vagas. Ainda assim foi um ano fundamental para o mercado de trabalho local, já que a cidade voltava a gerar empregos depois de três anos seguidos de baixas: de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, ao longo da depressão econômica, o município perdeu 4,4 mil postos com carteira assinada.

De 2017 até aqui, o município baixou esse saldo negativo quase que pela metade, criando 2.053 vagas, mas ainda tem um longo caminho a percorrer para voltar a ter a mesma massa de trabalhadores formais que tinha em 2013.

>> Os números do mercado de trabalho em Pouso Alegre

Janeiro de 2019: -126 vagas

Dezembro de 2018: -353 vagas

Acumulado dos últimos 12 meses: 1.034 vagas

Janeiro a dezembro de 2018: 1.490 vagas

2014 a 2016: -4,4 mil vagas

2017 a 2019: 2.053

#Mercado

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com