Condutor que provocou acidente que matou três admite ter bebido e não era habilitado


Pedreiro de 33 anos estava na Tucson que teria feito diversas ultrapassagens irregulares antes de bater de frente com um Gol, na BR-459, entre Pouso Alegre e Congonhal. O acidente matou sua esposa, a técnica de enfermagem Aline Frutuoso, de 33 anos, e os dois ocupantes do Gol, o agricultor Ednaldo Carlos, de 47 anos, e seu filho, Luiz Eduardo, de 10 anos. O pedreiro foi preso em flagrante, sem direito a fiança. Ele já está no presídio de Pouso Alegre

Na montagem com reprodução das redes sociais e fotos da PRF: acima as vítimas fatas do acidente, a técnica de enfermagem Aline Frutuoso, que trabalhava no HCSL, em Pouso Alegre, o agricultor Edinaldo Carlos Ferreira, de 47 anos, e seu filho Luis Eduardo, de 10 anos. Pai e filho moravam no Cantagalo, zona rural de Pouso Alegre. Aline é esposa do pedreiro Aldo Silva, preso em flagrante por dirigir embriagado e ter provocado o acidente.

O pedreiro Aldo Silva, de 33 anos, responsável pelo trágico acidente ocorrido no final da tarde deste sábado (03), que vitimou três pessoas, incluindo sua esposa, e deixou uma em estado grave, admitiu em depoimento à polícia que ingeriu vodka e cerveja em Congonhal, antes de seguir viagem pela BR-459 rumo a Pouso Alegre.

O teste do bafômetro confirmou sua embriaguez: ele tinha 0,81 ml de álcool por litro de sangue, o que equivale a mais de 16 vezes o permitido por lei. E não é só. O pedreiro não possui carteira de habilitação. Preso em flagrante, ele prestou depoimento e seguiu direto para o presídio de Pouso Alegre, sem direito a fiança, por ter provocado acidente com vítimas.

Tragédia mata pai, filho e esposa do pedreiro que provocou o acidente

O trágico acidente ocorreu no final da tarde deste sábado, por volta das 17h. O veículo Hyundai Tucson, conduzido pelo pedreiro de 33 anos, seguia de Congonhal para Pouso Alegre. No banco do passageiro estava a esposa do pedreiro, Aline Frutuoso. Havia ainda uma terceira pessoa no banco de trás.

Embriagado, o pedreiro seguia em alta velocidade e fazia ultrapassagens em locais proibidos, conforme relatado por testemunhas. Ele chegou a usar até mesmo o acostamento da pista para as manobras.

Na altura do quilômetro 90 da BR-459, entre Pouso Alegre e Congonhal, em meio às arriscadas manobras de ultrapassagens, o pedreiro colidiu a Tucson com o Gol quadrado que vinha em sentido contrário. Nele estava o agricultor Ednaldo Carlos, que levava consigo o filho de 10 anos, Luiz Eduardo, para cortar cabelo em Congonhal.

O choque frontal foi violentíssimo. Pai e filho morreram na hora. O mesmo aconteceu com a esposa do pedreiro. O outro passageiro que seguia na Tucson, de 33 anos, ficou em estado grave. Socorrido pelo Samu, a vítima foi encaminhada para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio. O pedreiro sofreu apenas ferimentos leves.

Motorista da Tucson deve responder por homicídio culposo

Desde abril de 2018, o Código Brasileiro de Trânsito prevê pena de 5 a 8 anos de prisão para motoristas que provocam acidentes com vítimas fatais. Além disso, quem for enquadrado pela lei não tem direito a fiança. Havendo vítimas com ferimentos graves, como também ocorreu no caso, a pena é de 2 a 5 anos de prisão.

Apenas um juiz poderá decidir pela liberdade ou não do motorista, seja por meio de habeas corpus, pedido de liberdade provisória ou de relaxamento da prisão.

Todavia, como o crime continua apontado como culposo no Código de Trânsito, segue existindo a possibilidade de se converter a pena de prisão em pena alternativa, como pagamento de cestas básicas ou trabalho comunitário.

#DiaaDia

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