• Adevanir Vaz

Indústria e Serviços contratam. Comércio e Construção seguem em baixa


Em Pouso Alegre, Construção Civil já fechou 166 vagas em 2019. Industria e Serviços, por outro lado, abriram 657 novos postos (Imagem: PXhere)

Após dois meses de queda, o mercado de trabalho de Pouso Alegre registrou forte recuperação em fevereiro. Puxado pelos setores da Indústria e Serviços, o município gerou 491 novas vagas no período, o resultado de 1.525 demissões versus 2.026 contratações. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão ligado ao Ministério da Economia, do governo federal.

O bom desempenho do período tirou o indicador do vermelho em 2019. Em janeiro, o município havia fechado 126 postos de trabalho. Com o saldo positivo do último mês, no acumulado do ano, o mercado formal empregou 365 novos trabalhadores. Nos últimos 12 meses, o saldo é ainda maior: 1.306 novas vagas.

As bases mais sólidas do mercado formal de trabalho de Pouso Alegre seguem na Indústria e Serviços. Juntos, esses setores foram responsáveis por 543 contratações no segundo mês do ano (Indústria: 200, Serviços: 343). Na soma de janeiro e fevereiro, já empregaram 657 novos profissionais.

Afora a solidez desses setores, porém, o retrato do mercado de trabalho de Pouso Alegre, em fevereiro, é um reflexo que ilumina a percepção econômica de que a economia nacional ainda patina, com impactos dramáticos sobre o consumo.

Má notícia para o comércio, por exemplo, que segue estagnado e que, portanto, não contrata. Em fevereiro, 18 postos formais foram cortados no setor local, somado aos cortes de janeiro as vagas fechadas já chegam a 132. O mesmo vale para a Construção Civil, que encerrou outros 41 postos de trabalho e acumula 166 baixas no ano.

Níveis pré-crise

O R24 segue com o levantamento em torno dos níveis de emprego pré-crise econômica. De 2014 a 2016, a fase mais aguda da depressão no país, a cidade perdeu 4,4 mil postos formais de trabalho.

Para se ter uma ideia do impacto, em janeiro de 2014, a massa de trabalhadores com carteira assinada em Pouso Alegre somava 48.521 pessoas. Três anos depois, esse número caiu para 44.059.

Dois anos depois, o município gerou 2.544 vagas, recuperando parte dos postos. Mas, para retornar aos níveis pré-crise, ainda é necessário criar outras 1.918 vagas formais. Com os dados mais recentes do Caged, a massa de trabalhadores com carteira assinada em Pouso Alegre é de 46.603.

Cidades-polo

Enquanto o mês de fevereiro confirmou o vigor das contratações em Pouso Alegre, o período reforçou a percepção da fragilidade de outra cidades-polo da região. Varginha criou apenas 10 novos postos no mês e segue com saldo negativo de 250 vagas no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses, mantém saldo positivo de 85 vagas.

A situação de Poços de Caldas é mais confortável. Em fevereiro, o mercado de trabalho no município também registrou bom desempenho. O saldo entre demissões e admissões por lá ficou positivo em 350 vagas. No acumulado do ano, o saldo é um pouco menor: 246. Nos últimos 12 meses, a relação também está no azul: com saldo de 544 contratações.

>> A evolução do mercado de trabalho em Pouso Alegre

Fevereiro de 2019: +491 vagas

Janeiro de 2019: -126 vagas

Janeiro a fevereiro de 2019: +365

Acumulado dos últimos 12 meses: + 1.306 vagas

Janeiro a dezembro de 2018: +1.490 vagas

2014 a 2016: -4.462 mil vagas

Janeiro de 2017 a fevereiro de 2019: 2.544

Massa de trabalhadores formais em janeiro de 2014: 48.521

Massa de trabalhadores formais em fevereiro de 2019: 46.603

#Mercado #Cidade

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