• Adevanir Vaz

Em PA: sindicatos e estudantes protestam contra reforma da previdência e cortes na educação


Pouso Alegre participou do movimento nacional que ganhou as ruas do país ao longo desta quarta-feira (15) na forma de manifestações contra a reforma da previdência e os cortes de verba anunciados pelo governo Bolsonaro nas instituições de ensino federal.

O protesto na cidade estava marcado para as 17h, em frente a Catedral Metropolitana, mas a aglomeração de pessoas no ponto de encontro começou ainda no meio da tarde.

Manifestantes se reúnem nas escadarias da Catedral Metropolitana (Foto: Wesley Assis/Capit Publicidade)

A manifestação local foi organizada pelo Sind-UTE, representante dos servidores públicos estaduais da educação; Sinpro-MG, representante dos educadores da rede particular; Sisempa; representante dos servidores públicos municipais; Sipromag, representante dos profissionais do magistério no município;

Os sindicatos receberam o reforço de estudantes e professores de instituições de ensino federal da região, que têm organizado manifestos em defesa da educação desde que o Ministério da Educação anunciou o contingenciamento de recursos para essas instituições, com impacto sobre a verba de custeio e investimento não discricionárias, como pagamento de água, luz e compra de insumos.

Os manifestantes discursaram em um carro de som posicionado no centro da Praça Senador José Bento, gritaram palavras de ordem e empunharam centenas de cartazes com frases alusivas aos cortes na educação e à reforma da previdência, sempre em tom bastante sarcástico.

Os atos pelo Brasil

No primeiro grande movimento nacional crítico ao governo Bolsonaro, sindicatos, educadores e estudantes foram às ruas desde as primeiras horas da manhã protestar contra a reforma da previdência e os cortes na educação.

As maiores concentrações foram registradas em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Pelo menos 12 estados registraram manifestações. Cartazes com frases irônicas alusivas aos cortes na educação, palavras de ordem e cantos de protesto foram o ponto alto dos atos.

A ironia e o sarcasmo dominaram: "Que contradição, tem dinheiro para a milícia, mas não tem para a educação", "Ô, Bolsonaro, vou te falar: a juventude também quer se aposentar". Uma frase recorrente em cartazes espalhados por diversos pontos do país dizia: "O conhecimento destrói mitos", em clara referência a Jair Bolsonaro.

A União Nacional dos Estudantes já convocou um novo protesto para 30 de maio.

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