• Adevanir Vaz

Prefeitura anuncia nova avenida do Faisqueira e revitalização do Centro na sexta


Maior conjunto de obras da gestão Simões, ações contam com linha de financiamento do Ministério das Cidades e preveem investimentos de R$ 32,2 milhões

Nova avenida do Faisqueira deve ter investimento de cerca de R$ 20 milhões (Foto: Ascom/PMPA)

A administração de Rafael Simões (PSDB) deve anunciar na manhã desta sexta-feira (07), em uma coletiva de imprensa no estacionamento do Mart Minas, as obras da avenida que ligará a BR-459 ao bairro Faisqueira e a revitalização do Centro. Para aquele que pode ser o maior conjunto de obras da atual gestão estão previstos investimentos de R$ 32,2 milhões. A maior parte dos recursos, R$ 30 milhões, virão de uma linha de financiamento do Ministério das Cidades. Sendo que o restante, R$ 2,2 milhões, formam o valor de contrapartida do município.

Ambas as obras têm enorme impacto na comunidade. A nova avenida do Faisqueira vai solucionar aquele que é possivelmente o maior nó da mobilidade urbana do município. A região abriga uma porção crescente de conjuntos residenciais e é, também, o abrigo de dezenas de empresas de porte, mas possui, hoje, uma única via de acesso, a Rua Antônio Scodeler.

A soma desses fatores resulta em enormes congestionamentos nos horários de pico e outros transtornos para o dia a dia dos moradores locais. Em abril, depois de fortes chuvas, um córrego que corta a via transbordou, ilhando toda a região. E não foi a primeira vez que a limitação viária expôs a população à situação extrema.

A solução para o problema foi pensada há anos: construir uma via alternativa, que ligasse o bairro à BR-459. Mas o investimento se mostrou elevado e não foi viabilizado pelas gestões passadas, que se concentraram em outras frentes no quesito infraestrutura.

Com o agravamento do problema de mobilidade no local, especialmente com a explosão de condomínios residenciais e a exposição de um contingente cada vez maior de pessoas, a gestão Simões elegeu a obra entre suas prioridades, prevendo sua realização no Plano Plurianual, deixando claro que a obra poderia ser feita com recursos próprios ou acessando linhas de financiamento estatais, como acabou ocorrendo.

Uma das saídas encontradas pela administração foi alterar o traçado pensado para a via anteriormente, tornando desnecessária a construção de um dique, como chegou-se a cogitar em projetos anteriores. A medida reduziu consideravelmente os custos que, ainda assim, não serão modestos. Cerca de R$ 20 milhões devem ser investidos na obra.

Revitalização do Centro Já o projeto de revitalização do Centro é uma demanda que ganhou força entre os comerciantes nos últimos anos. A cobrança do segmento cresceu após a inauguração do SerraSul Shopping, em 2013, e com a saturação crescente da região.

Estética, conforto e mobilidade são qualidades vitais para que o Centro não se deteriore a exemplo de outras cidades que, como Pouso Alegre, apresentaram taxa elevada de crescimento em um curto espaço de tempo. Como a Prefeitura deverá conduzir as melhorias requisitadas pelos comerciantes será conhecido na sexta-feira.

Rotatória de acesso ao São Geraldo Dentre os projetos que a Prefeitura apresentará na coletiva, constará ainda a readequação da rotatória de acesso ao bairro São Geraldo. Problemática, ela já sofreu inúmeras alterações de tráfego e sinalização nos últimos anos. As mudanças foram tentativas de conformar, minimizando os riscos de acidentes, o enorme fluxo de veículos que se cruzam no local de confluência entre os bairros da região sul da cidade, o Centro e os veículos que chegam à cidade pelas rodovias.

Qual solução a Prefeitura encontrou para encerrar os paliativos anteriores e por fim a mais esse complexo problema de mobilidade? A resposta será conhecida na manhã de sexta-feira (07).

Operação de crédito

As obras que serão anunciadas pela administração Simões intagram o Programa Protransportes/Avançar Cidades-Mobilidade, do Ministério do Desenvolvimento Regional (inicialmente as obras constavam em seleção do extinto Ministério das Cidades, ainda sob o governo de Michel Temer).

Os recursos vêm do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tratando-se de um operação de crédito feita pelo município e aprovada pela Câmara de Vereadores. O financiamento prevê 240 meses para amortização, sendo 48 meses de carência e juros de cerca de 9% ao ano.

#Cidade #Política

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com