Na Câmara, secretário de Trânsito é cobrado sobre transporte coletivo


Três meses depois de a empresa Planalto assumir o transporte coletivo em Pouso Alegre, o secretário de Trânsito e Transporte,Wagner Mutti Tavares, foi convocado pela Câmara Municipal para prestar informações sobre a evolução do serviço. Ele compareceu ao Legislativo municipal na noite desta terça-feira (02).

O coronel da reserva da Polícia Militar disse que o transporte público figurou, desde o início, entre as grandes preocupações da gestão Simões. Em sua avaliação, após a mudança de operadora, o serviço vive seu momento de transição.

Secretário de Trânsito responde perguntas de vereadores na Câmara - Foto: R24

O secretário minimizou problemas apontados pelos vereadores como atrasos, lotação em horário de pico e atrasos. Para ele, é do interesse da atual concessionária que o atendimento ao usuário seja cada vez melhor para que ela possa ampliar sua base de clientes. "Esse interesse de proporcionar um transporte de qualidade é um interesse de todos, do poder público e também da empresa. A empresa não pode ficar sentada no canto dela achando que as coisas vão acontecer, porque não vão acontecer, vai ter concorrência, vai diminuir o número de passageiros. Ela tem que fazer a sua parte", considerou.

Nesse sentido, ele avaliou que as melhorias no transporte serão paulatinas. Lembrou que a Planalto iniciou seus trabalhos mais de dois meses antes do previsto, uma vez que a antiga concessionária Princesa do Sul alegou não ter mais capacidade de seguir com o serviço.

Ainda de acordo com Mutti foi destacado um servidor para cuidar "exclusivamente" do transporte público na cidade. "Dentro da pasta de concessões tem a pasta destinada ao transporte coletivo, exclusivamente; uma pasta criada por esta administração com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento do transporte coletivo", afirmou. Segundo ele, no departamento há um funcionário destacado para fazer a fiscalização da empresa.

Redução de linhas

Uma das primeiras reclamações dos usuários quanto à nova operação do transporte público é a descontinuidade de algumas linhas, mas Mutti garante que não houve cortes. Segundo ele, a demanda atendida pela atual concessionária se baseia em estudo de demanda. "Não houve extinção de linhas né? O projeto básico demonstrou uma capacidade, uma demanda. O projeto básico foi feito em 2017 por empresa contratada", explicou. Ele admitiu, porém, que, à época do levantamento, houve dificuldades de se obter informações junto à Princesa do Sul.

Ao concluir sua explanação na tribuna da Casa, que se dedicou a responder perguntas previamente encaminhadas por escrito pelos vereadores, Mutti repetiu as melhorias já anunciadas pelo município como indicativos da melhoria na prestação do serviço. Enumerou: a frota de ônibus zero quilômetro; a rede de wifi disponibilizada aos usuários nos ônibus; o aplicativo de acompanhamento das linhas, também voltado aos usuários; a sala de controle de tráfego que, segundo ele, ainda será implantada na Secretaria de Trânsito.

Transporte por aplicativo

Desde que teve início a operação da nova empresa de ônibus, aumentou a preocupação das autoridades locais com o transporte por aplicativo e o fato de uma parte desses profissionais operarem fora do aplicativo, de maneira clandestina. Nas últimas semanas, a Polícia Militar chegou a efetuar prisões de motoristas que atuavam nessa condição.

"A obrigação do município é permitir que todos os modais de transporte legal funcionem bem e coibir a clandestinidade", disse o secretário ao responder um questionamento do vereador Rodrigo Modesto, que pediu ao secretário que apelasse às pessoas para não utilizarem o transporte clandestino. Apelo feito.

De acordo com Mutti, já está sob análise da Procuradoria Geral do Município o projeto de lei que regulamenta o transporte por aplicativo, aquele realizado por empresas como Uber e 99.

Embates

O secretário de Trânsito é, seguramente, o maior alvo de críticas dos vereadores da oposição e, por vezes, da situação. Como já era esperado, ele protagonizou embates um pouco mais quentes com vereadores oposicionistas, que estendeu o escrutínio para além das questões relacionadas ao transporte coletivo.

O vereador André Prado, por exemplo, o questionou sobre o programa 'Olho Vivo', rede de vigilância do município, em parceria com a Polícia Militar. Sob a responsabilidade da pasta chefiada pelo coronel, as câmeras não estaria funcionando de forma plena.

A inoperância das câmeras gerou enorme polêmica depois que, na madrugada de 20 de maio, a cidade foi atacada por um bando fortemente armado que tinha como alvo uma agência da Caixa Econômica Federal.

Entrevista

O R24 conversou com o secretário sobre os principais pontos abordado por ele e pelos vereadores. Confira no vídeo que abre esta reportagem.

coletivo.

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