Empresário acusado de desviar recursos públicos se entrega à polícia, em Pouso Alegre


Empresário se entregou na manhã de hoje, na delegacia de Polícia Civil de Pouso Alegre

O empresário José Aparecido Floriano se entregou na manhã desta quinta-feira, 12, à polícia, em Pouso Alegre. Ele é o proprietário da empresa Plenax, acusada de desviar recursos públicos por meio de pagamentos por serviços não prestados. A empresa e seus proprietários foram alvos da 'Operação Capina', desencadeada nesta quarta-feira, 11.

O filho de Floriano, Igor Pacheco Floriano, sócio da empresa, já havia sido preso ontem. As prisões são temporárias e têm prazo de cinco dias com possibilidade de serem estendidas. Floriano também foi alvo de mandado de prisão durante a operação, mas estava em viagem, por isso se entregou hoje. Sua defesa informou que ele estava em viagem a trabalho, no Triângulo Mineiro.

De acordo com a investigação que envolve diversos órgãos de combate ao crime organizado e proteção do patrimônio do Ministério Público federal e estadual, cerca de R$ 13,8 milhões teriam sido recebidos pela empresa por meio de contratos de capina estabelecidos com o município de Pouso Alegre entre os anos de 2014 e 2016.

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Defesa afirma que acusações são frágeis

Para a defesa dos empresários, as acusações seriam vagas e frágeis. O advogado Rogilson Nogueira sustenta que o contrato mantido pela empresa com a Prefeitura foi fiscalizado pelo município e, durante sua vigência, não foi questionado pela comunidade.

"Os serviços foram prestados de 2009 a 2016. Naquela época, a equipe de licitação estava acompanhando, os membros do executivo municipal estavam acompanhando, havia uma Câmara Municipal constituída fazendo o exercício de seu acompanhamento junto à administração, a imprensa estava acompanhando. E não houve naquele momento nenhuma denúncia contra o acusados. Essas denúncias foram feitas agora. E pesa em favor deles a presunção de inocência. (...)", Disse o advogado ao portal Terra do Mandu.

O advogado também questionou as conclusões do MP quanto à suposta insuficiência de mão de obra contratada pela empresa, o que indicaria que ela não teria prestado a totalidade dos serviços contratados. Para ele, podem haver outras explicações para o fato. "O entendimento do Ministério Público é que não tinham pessoas registradas suficientes, mas isso não quer dizer que não houve uma subcontratação, que não houve contratações temporárias. Isso é só um argumento que vamos engajar na defesa e procurar saber a verdade real dos fatos", afirmou.

Ele também negou que tenha havido irregularidades com a participação de agentes públicos: "Isto não ocorreu e vamos provar no decorrer do processo", encerrou.

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