Morre em Minas terceira vítima com suspeita de síndrome rara


Polícia investiga relação da doença com o consumo da cerveja Belorizontina, que teria ao menos três lotes contaminado por substâncias tóxicas que teriam provocado doença. Terceira vítima é um homem de 89 anos

Autoridades já identificaram ao menos sete lotes da cerveja contaminados por substância tóxica relacionada à síndrome - Imagem: reprodução

Foi confirmado pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 16, a terceira morte de paciente com suspeita de síndrome neufroneural. A doença, que atinge os rins e o sistema nervoso, é investigada como tendo uma possível relação com o consumo da cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer.

A polícia afirma que ao menos três lotes da bebida estavam contaminados com as substâncias tóxicas dietilenoglicol e monoetilenoglicol, apontado como causadores da síndrome.

A vítima estava internada em uma unidade do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia, trata-se de um homem de 89 anos, que reside na capital mineira. Na manhã de ontem, 15, outro paciente, tratado no mesmo hospital, já havia morrido.

"A PCMG trata todos os casos como suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol até que o laudo fique concluído. O prazo regular para finalização do laudo é de 30 dias". Apesar da confirmação da PC, ainda não há um posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Saúde, que, até o momento confirma apenas duas mortes entre os casos suspeitos de intoxicação.

Representante da cervejaria pede que pessoas não consumam a cerveja

A própria cervejaria já recomendou que os consumidores não bebam a cerveja, independente do lote. O alerta foi feito pela diretora de marketing da cervejaria, Ana Paula Lebbos: "O que quero agora é que não bebam a Belorizontina, qualquer que sejam os lotes, por favor. Quero que meu cliente seja protegido. Não beba Belorizontina. Não sei o que está acontecendo", disse.

Embora negue o uso do dietilenoglicol em sua linha produção, a Backer admitiu que utiliza o monoetilenoglicol. A substância serviria para resfriar a cerveja, mas não deve ser adicionada ao produto.

Substâncias encontrada na água e em tanques de fábrica

Análises de laboratório encontraram dietilenoglicol e o monoetilenoglicol na água usada na produção da cervejaria Backer. As autoridades afirmam que a substância pode estar associada ao desenvolvimento da síndrome nefroneural por pelo menos 17 pessoas.

Os agentes nocivos também foram detectados em outros tanques da fábrica, além do tanque 10, onde foi fabricada a Belorizontina, que teve o dietilenoglicol constatado em amostras, inicialmente de três e agora de sete lotes, um deles com rótulo de Capixaba, que é a mesma cerveja, destinada ao Espírito Santo.

Sabotagem, vazamento ou uso inadequado

As análises das outras marcas da Backer não foram concluídas. Até o momnto, as autoridades trabalham com três hipóteses para a contaminação: sabotagem, vazamento ou uso inadequado de produtos tóxicos.

#DiaaDia #Saúde #Minas

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com