Fauna selvagem: Horto Florestal de Pouso Alegre é habitado por dois jacarés


Apesar de ser um animal típico da fauna regional, ocorrência de jacarés no Parque Natural causa espanto na população. Bióloga explica que não há motivo para preocupação e cita importância de preservação do ecossistema

O flagra mais recente foi feito pelo fotógrafo Roberto Hunger no último fim de semana - Foto: reprodução/ Roberto Hunger

Uma discussão recorrente à respeito do Parque Natural Municipal de Pouso Alegre, mais conhecido por Horto Florestal, é se o exuberante lago cravado na reserva ecológica seria o abrigo de um jacaré. Volta e meia, circulam fotos nas redes sociais de flagras feitos por visitantes.

Se você duvida ou se está receoso em topar com o animal pré-histórico em um piquenique, saiba que o Horto abriga não um, mas dois jacarés. Não há, porém, motivo para se preocupar. Seres humanos não fazem parte da dieta do réptil, que, segundo a educadora ambiental Ana Carla Arantes, são da espécie papo-amarelo.

Não se sabe o sexo dos dois moradores ilustres do Horto, mas a personalidade da dupla é distinta. Um é mais tranquilo e costuma ser clicado com alguma frequência pelos visitantes. O outro é avesso à badalação e pouco se lança à vista das pessoas.

A maior parte do tempo, os jacarés estão no lago, mas eles costumam sair para tomar sol, especialmente em dias frios, já que a temperatura do corpo desses animais é regulada pelo ambiente.

Mito? Que mito?

Talvez por considerar inusitada a presença de um jacaré longe do Pantanal mato-grossense, parte da população duvidava da presença de um único jacaré que seja no Parque Natural, mas a verdade é que no espaço ecológico há, inclusive, placas orientando sobre a presença dos animais e sobre como proceder com eles.

Há algumas hipóteses para explicar a presença dos jacarés no parque. "Uma das possibilidades que a gente trabalha é que o jacaré tenha sido um remanescente do zoológico, ele pode ter ficado filhote, acabou crescendo. Ou por ele ser um animal de ocorrência natural na nossa região, ele pode ter vindo pelo rio, caiu no ribeirão", conta Ana Carla.

O ser-humano não é presa do jacaré, que se alimenta de peixes e pequenas aves. "Nós não somos presas pra ele. É muito importante falar, ele não vai predar o ser humano. O que ele vai fazer é se defender caso se sinta incomodado", alerta Ana Carla.

Apesar disso, a educadora orienta as pessoas a não se aproximar de mais do réptil, não tentar tocá-lo e não atirar objetos contra ele. "O nosso objetivo é preservar esse espaço tão bom, tão rico. Deixar ele quieto no cantinho dele, porque não representa risco algum para a população", conclui.

#DiaaDia

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com