Pacientes aguardam dias por leito no HSCL. Hospital diz que estado lhe deve R$ 37 milhões


Pacientes aguardam por internação nos corredores do HCSL - Foto: reprodução/EPTV

Uma reportagem da emissora EPTV mostrou esta semana a crise vivida pelo Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). Faltam leitos para atender a demanda de pacientes, que ficam até dias nos corredores da unidade de saúde aguardando liberar espaço. Enquanto isso, o hospital alega que o governo de Minas deve R$ 37 milhões à instituição.

O hospital tem alas particulares e alas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É neste segmento, no setor de internação, que se concentram os problemas. A situação dos pacientes é precária. A reportagem mostra que além da falta de leitos, nos corredores, os pacientes ficam expostos a doenças infectocontagiosas.

Os pacientes são acondicionados em macas. Alguns procedimentos médicos são feitos ali mesmo. A reportagem entrevistou uma mãe, que não quis ser identificada. Ela conta que o filho, que estaria com meningite, aguardava há quatro dias em um dos corredores do hospital. "Ele não poderia estar ali. Ele teria que ficar, pelo que eu sei, isolado. Ele não podia ficar ali, tendo contato com outras pessoas com outros tipos de problemas", considerou.

Uma outra pessoa, também não identificada, conta à reportagem que sua cunhada está no corredor à espera de uma cirurgia. "A segunda médica passou agora, falou que não tem leito e que ela só vai poder fazer a cirurgia a hora que surgir um leito", conta.

Outro lado

Em nota à reportagem, a direção do HCSL afirmou que não pode se negar a atender os pacientes e que a quantidade de pessoas que precisam ser internadas ultrapassa, com frequência, o número de leitos reservados para o SUS, que é de 238. O hospital afirma, porém, que a espera pela internação é de, no máximo, 48 horas.

O diretor executivo do HCSL, Igor Souza Nogueira, negou que pacientes com doenças infectocontagiosas estejam no corredor. Segundo ele, há um núcleo de segurança no hospital destinado a pacientes com este quadro clínico e que nunca colocaria outros pacientes em risco.

Foi também na nota enviada à reportagem que o hospital acusou o valor de R$ 37 milhões devido pelo governo de Minas.

O HCSL atende cerca de 20 mil pacientes por mês. Eles vêm de 153 cidades da região.

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