• Adevanir Vaz

Simões defende extinção de cargos em vídeo e afirma que medida vai permitir 248 novas contratações


O prefeito Rafael Simões publicou um vídeo na tarde desta quinta-feira, 30, para defender a extinção de cargos públicos em Pouso Alegre. Ele esclareceu que o fim dos cargos não implicará no encerramento da prestação de serviços, que ficarão a cargo de empresas terceirizadas. De acordo com ele, o projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores esta semana extinguindo sete funções na Prefeitura foi uma "questão burocrática", que permitirá a contratação de 248 profissionais de forma mais célere.

Simões gravou o vídeo ao lado do líder do governo na Câmara, o vereador Bruno Dias (PL). "Ontem, nós passamos um projeto muito importante lá na Câmara, que diz respeito à extinção de 21 cargos aqui na Prefeitura. Quero esclarecer as pessoas que, ao contrário do que está sendo dito nas redes sociais, esses serviços não vão acabar", garante o político na gravação.

O prefeito passa então a palavra ao vereador para que ele "explique tecnicamente o que aconteceu". De acordo com Bruno, há hoje 135 servidores que atuam nas sete funções públicas extintas pela proposta da Prefeitura (assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional). Estes profissionais seguiriam em seus cargos até o momento em que se aposentarem.

Além desses 135 servidores em atuação, haveria 21 cargos a serem preenchidos nas funções, mas, segundo o vereador, a Prefeitura necessita de 248. "Seria impossível fazer contratação para esse volume grande de pessoas por meio de concurso público", diz o parlamentar.Então optou-se pela contratação indireta desses profissionais", prossegue.

Entenda

Nesta quarta-feira, 29, a Câmara de Vereadores aprovou em única votação uma proposta de lei da Prefeitura que extinguiu sete funções públicas. Na prática, a prefeitura deixa de contar com servidores concursados e passa a contar com os profissionais por meio de empresas prestadoras de serviço.

Um grupo de servidores descontente com a medida da Prefeitura foi à Câmara protestar contra a extinção, mas a proposta obteve amplo apoio no Legislativo, recebendo votos contrários apenas dos vereadores André Prado (PV), Dr. Edson (PSDB) e Campanha (PROS).

Desde o ano passado, a Prefeitura tem optado pela terceirização de algumas carreiras no município. Fez isso, por exemplo, com a Guarda Municipal, que foi extinta e substituída por uma guarda armada privada. De acordo com a Prefeitura, a fórmula agregaria eficiência á prestação de serviço e traria economia aos cofres públicos.

Os sindicatos que representam a categoria, porém, defendem que a terceirização precariza o serviço público e se contrapõe ao concurso, que seria a forma mais transparente e meritória de ingresso no poder público.

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