Norte-americano procurado pela Interpol é encontrado morto dentro da cela


Norte-americano seria extraditado para os EUA, onde responderia pelo assassinato da esposa

O norte-americano Sean Karl Grebinger, de 48 anos, preso esta semana em Pouso Alegre, foi encontrado morto em sua cela, no presídio da cidade. Grebinger estava na lista vermelha da Interpol por ser o principal suspeito de matar a esposa, em 2013, no estado da Louisiana (EUA).

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As circunstâncias de sua morte ainda serão apuradas. A perícia da Polícia Civil seguiu para o local para coletar dados que ajudarão na elucidação do ocorrido.

O norte-americano aguardava no presídio de Pouso Alegre pelo processo de extradição para os EUA, onde responderia pelo assassinato da esposa.

Capturado em Pouso Alegre

Grebinger foi preso na tarde de terça-feira, 18, em Pouso Alegre, em uma operação com desdobramento internacional, que uniu a Polícia Federal e Militar. Trata-se de um cidadão dos EUA, listado entre os mais procurados do mundo pela Interpol na chamada 'lista vermelha' - (Difusão Vermelha), dedicada a crimes graves como tráfico intenacional e assassinatos. Ele é acusado de ter matado a esposa, nos EUA, em 2013.

O foragido foi preso no Cidade Vergani, onde residia com sua esposa brasileira. A polícia chegou até ele por conta de um procedimento padrão. Em 31 de janeiro, ele deu entrada na Polícia Civil de Pouso Alegre por ter agredido a mulher. Por se tratar de um estrangeiro, o delegado Renato Gavião decidiu comunicar a Polícia Federal, em Varginha. A informação foi então repassada à superintendêcia da PF, em Belo Horizonte. Os pontos se juntaram.

Autorização do STF

Para que a prisão pudesse ocorrer, as autoridades brasileiras precisaram de uma autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que emitiu o mandado para fins de extradição. Depois de preso, o foragido passaria pelo exame de corpo de delito e seguiria para o presídio de Pouso Alegre, onde fica à disposição das autoridades.

O que diz o FBI

De acordo com o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o FBI, há uma longa lista de evidências que apontam para o homem de 48 anos como o assassino de sua esposa. As autoridades acreditam que ele também tenha ocultado o corpo, que jamais foi encontrado.

Além do homicídio, ele teria um histórico de abusos contra a mulher, que havia, inclusive, obtido medidas protetivas contra ele na justiça americana.

Ele teria desembarcado em São Paulo (SP) duas semanas após o crime. As declarações que deu ao entrar no país seriam falsas. Ele disse às autoridades brasileiras que fora um agente do contraterrorismo nos EUA e que seria vítima de perseguição política. Ele, então, se casou com uma brasileira e obteve a permissão para residir no país.

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