Corpo de norte-americano que teria se matado no presídio será enterrado em Pouso Alegre


Família de Sean Karl Grenbinger, que era acusado pelo FBI de ter matado a própria esposa, não teve interesse em pagar pelas despesas do translado do corpo para os EUA

Grebinger foi encontrado morto em sua cela, no dia 21 de fevereiro

O corpo de Sean Karl Grebinger, de 48 anos, será enterrado em Pouso Alegre. O norte-americano foi preso na cidade em 19 fevereiro, quando se soube que ele era procurado pela Interpol sob a acusação de ter matado a esposa no estado de Louisiana (EUA), em 2013.

Dias depois da prisão, em 21 de fevereiro, ele foi encontrado morto na cela do presídio de Pouso Alegre, onde estava isolado à espera de extradição para seu pais natal.Os andamentos do processo estavam sendo preparados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O enterro em Pouso Alegre será feito em uma cova rasa até que a esposa brasileira de Sean decida o que fazer com o corpo, uma vez que a família americana dele não quis pagar pelo translado do corpo para os EUA.

Suicídio em cela isolada

Quando o corpo de Sean foi encontrado no presídio de Pouso Alegre, as autoridades estaduais de Minas registraram em um comunicado que ele estava em uma cela isolada do presídio e foi encontrado por volta das 8h30, durante a entrega do café da manhã aos detentos.

"O interno foi encontrado sem os sinais vitais, com uma “tereza” – corda feita de pedaços de tecido – amarrada ao pescoço nas grades da cela. Imediatamente, os policiais penais foram acionados e constataram o óbito do interno. Grebinger não dividia cela com outros presos. No espaço foram encontradas três cartas destinadas aos familiares", anotava o documento como mais uma evidência do suicídio.

Fuga para o Brasil

Sean vivia no Brasil desde 2013, quando teria fugido dos EUA após matar a esposa. Por aqui ele se casou com uma brasileira. Ele vivia com ela e os dois filhos, que teve com a esposa norte-americana, um de 15 e outro de 17 anos, no bairro Cidade Vergani, em Pouso Alegre. Dias após a prisão do pai, os jovens retornaram aos EUA, onde passaram a viver com a avó.

O caso

Grebinger foi preso na tarde de terça-feira, 18, em Pouso Alegre, em uma operação com desdobramento internacional, que uniu a Polícia Federal e Militar. Trata-se de um cidadão dos EUA, listado entre os mais procurados do mundo pela Interpol na chamada 'lista vermelha' - (Difusão Vermelha), dedicada a crimes graves como tráfico intenacional e assassinatos. Ele é acusado de ter matado a esposa, nos EUA, em 2013.

O foragido foi preso no Cidade Vergani, onde residia com sua esposa brasileira. A polícia chegou até ele por conta de um procedimento padrão. Em 31 de janeiro, ele deu entrada na Polícia Civil de Pouso Alegre por ter agredido a mulher. Por se tratar de um estrangeiro, o delegado Renato Gavião decidiu comunicar a Polícia Federal, em Varginha. A informação foi então repassada à superintendêcia da PF, em Belo Horizonte. Os pontos se juntaram.

Autorização do STF

Para que a prisão pudesse ocorrer, as autoridades brasileiras precisaram de uma autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que emitiu o mandado para fins de extradição. Depois de preso, o foragido passaria pelo exame de corpo de delito e seguiria para o presídio de Pouso Alegre, onde fica à disposição das autoridades.

O que diz o FBI

De acordo com o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o FBI, há uma longa lista de evidências que apontam para o homem de 48 anos como o assassino de sua esposa. As autoridades acreditam que ele também tenha ocultado o corpo, que jamais foi encontrado.

Além do homicídio, ele teria um histórico de abusos contra a mulher, que havia, inclusive, obtido medidas protetivas contra ele na justiça americana.

Ele teria desembarcado em São Paulo (SP) duas semanas após o crime. As declarações que deu ao entrar no país seriam falsas. Ele disse às autoridades brasileiras que fora um agente do contraterrorismo nos EUA e que seria vítima de perseguição política. Ele, então, se casou com uma brasileira e obteve a permissão para residir no país.

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