Após pronunciamento de Bolsonaro, Pouso Alegre passa seguir decreto estadual no enfrentamento ao cor

Atualizado: Abr 6


Simões anuncia que município passa a se pautar exclusivamente por decreto de calamidade pública do governo estadual - Foto: reprodução Ascom/PMPA

O prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), informou hoje, 26, que o município passará a seguir as determinações previstas no decreto estadual que declarou estado de calamidade pública em Minas. A decisão, de acordo com o político, se dá depois do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro e diante da necessidade de padronizar as ações adotadas pelos municípios no combate ao coronavírus.

"Após o pronunciamento do presidente da República, várias situações foram nascendo, dia após dia. E nós precisamos de ua padronização. Diante desta situação, fizemos uma convocação do nosso comitê especial para tratar do coronavírus e resolvemos que Pouso Alegre, no sentido de ter uma padronização com os demais municípios do nosso estado, estamos adotando as deliberações que foram indicadas pelo comitê extraordinário do Covid-19 do Governo de Minas Gerais", disse o prefeito em vídeo distribuído à imprensa.

Na prática, não muda quase nada, já que o decreto do governo do estado, que passou a valer na terça-feira, 24, já se sobrepunha ao decreto do município, em especial no tocante à proibição de abertura para setores do comércio. O decreto do municípo era um pouco mais rígido, mas vigorou por poucos dias.

A medida anunciada por Simões é uma forma de tirar a pressão e o foco do município após o pronunciamento do presidente da República, que reforçou em setores do comércio e do empresariado a percepção de que as restrições impostas pelo combate ao coronavírus gerava um problema econômico ainda maior que a pandemia.

O posicionamento de Pouso Alegre tende a ser seguido por outros municípios ao longo dos próximos dias, concentrando a crise no governo estadual. Caberá a Zema decidir se travará o embate com o Planalto, que tem apelado pela reabertura do comércio. Os governadores têm resistido pelo temor do agravamento da pandemia cuja curva de contaminação ainda não chegou em seu ponto mais grave.

Teme-se que a saída ou afrouxamento da quarentena possa promover uma explosão de casos da Covid-19, levando o sistema de saúde, cujos hospitais públicos em sua maioria são geridos pelos estados, a um colpaso.

Confira o que abre e fecha em Pouso Alegre com a adoção das medidas do decreto do Governo de Minas:

Não podem abrir ou ser realizados: I – eventos públicos e privados de qualquer natureza com público superior a trinta pessoas;

II – atividades em feiras, inclusive feiras livres;

III – shopping centers e estabelecimentos situados em galerias ou centros comerciais;

IV – cinemas, clubes, academias de ginástica, boates, salões de festas, teatros, casas de espetáculos e clínicas de estética;

V – museus, bibliotecas e centros culturais. Podem funcionar: I – farmácias e drogarias;

II – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas e centros de abastecimento de alimentos;

III – lojas de conveniência;

IV – lojas de venda de alimentação para animais;

V – distribuidoras de gás;

VI – lojas de venda de água mineral;

VII – padarias;

VIII – postos de combustível;

IX – oficinas mecânicas.

X – agências bancárias e similares; Tem de ficar aberto: I – tratamento e abastecimento de água;

II – assistência médico-hospitalar;

III – funerárias;

IV – coleta, transporte, tratamento e disposição de resíduos sólidos urbanos e demais atividades de saneamento;

V – processamento de dados;

VI – segurança privada;

VII – serviços bancários;

VIII – imprensa. Restaurantes, bares e lanchonetes: Não podem funcionar, mas aqueles que tiverem estrutura e logísitca para tal, podem manter funcionamento interno e fazer entregas, desde que observem os protocolos de segurança e higiene e distância entre funcionários para evitar a propagação do vírus. Outros estabelecimentos, comerciais e industriais, podem funcionar desde que: I – adotem sistemas de escalas, revezamento de turnos e alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contato e aglomeração de trabalhadores; II – implementem medidas de prevenção ao contágio pelo agente Coronavírus (Covid-19), disponibilizando material de higiene e orientando seus empregados de modo a reforçar a importância e a necessidade de:

  • adotar cuidados pessoais, sobretudo lavagem das mãos, utilizar produtos assépticos durante o trabalho, como álcool em gel setenta por cento, e observar a etiqueta respiratória;

  • manter a limpeza dos instrumentos de trabalho;

*Jornalista metido a besta e bandeira-sulense radicado há 15 anos em Pouso Alegre. É editor da Rede Moinho 24.

*Este artigo não reflete necessariamente a opinião da Rede Moinho 24

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