Banco da XCMG começa a operar em Pouso Alegre

Banco da fabricante de máquinas também tem sede em Pouso Alegre e é o primeiro com capital 100% estrangeiro a operar no país. Com aporte inicial de R$ 100 milhões, ele vai financiar negócios da própria empresa e ofertar crédito principalmente no segmento industrial


Presidente mundial da XCMG, Wang Min, aposta em blindagem das relações Brasil China em meio a tensões globais - Foto: arquivo

Começou a operar nesta quarta-feira, 1°, em Pouso Alegre, o banco da XCMG, primeira instituição financeira com capital 100% estrangeiro a atuar no Brasil. Com uma fábrica já instalada na cidade a gigante chinesa de máquinas pesadas optou por ter sua sede também no município e deve começar utilizando seus fundos para financiar as compras de seus clientes, além do setor industrial.


O aporte inicial no banco é de R$ 100 milhões, mas esse valor deve alcançar algo em torno de R$ 400 e R$ 500 milhões ao longo do seu primeiro ano de atuação. Mesmo antes de iniciar sua operação de maneira oficial, a instituição financeira já analisava documentos de indústrias que buscam crédito no mercado.


A manobra da fabricante chinesa envolve ainda ampliar a produção em Pouso Alegre e a atração de novas empresas de seu país de origem, em especial, empresas fornecedoras para baratear a produção de suas máquinas.


O conjunto de fornecedoras se fixaria em um terreno já reservado pela multinacional na área de mais de 800 mil metros quadrados de sua planta pouso-alegrense.


"O banco XCMG foi criado para financiar as operações da indústria, mas vemos que conseguimos ser mais do que isso. Nosso presidente é o chefe da associação brasileira das empresas chinesas, o que reforça nossa relação com essas companhias", diz Way Chien, gerente jurídico do grupo XCMG Brasil em entrevista à Folha de S.Paulo.


Para o chinês, mesmo com a pandemia, existe demanda reprimida por capital no país. "Se você acompanha as notícias nesse período de pandemia, você percebe que há muitas empresas reclamando que os recursos financeiros não chegam. Então apesar da crise e da dificuldade que o Brasil está tendo, entendemos que há oportunidades que podem ser trabalhadas", diz.


Ele também acredita em uma retomada após a superação da crise de saúde: "Antes da pandemia, víamos um movimento de retomada, principalmente da construção civil, que acaba puxando outros setores. Entendemos que essa demanda ressurgirá depois que a questão do coronavírus se estabilizar", projetou para o jornal.


O banco da XCMG inicia as operações com 16 funcionários e deve fechar seu primeiro ano com 26. Sua sede em Pouso Alegre é temporária. A ideia é transformar o braço da instituição em São Paulo, que começa como um escritório em Guarulhos (SP), em sua sede definitiva, mas desta vez em um dos centros financeiros da capital: a Avenida Paulista ou a Faria Lima.

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