Com crise à vista, Pouso Alegre está há sete meses com interino no Desenvolvimento Econômico

Secretário de Administração e Finanças Júlio César Tavares acumula a pasta deixada por Dino Francescato em novembro do ano passado. Município ainda não apresentou plano para enfrentar crise econômica gerada pela pandemia, que já cortou mais de mil postos de trabalho na cidade



Os cortes de postos de trabalho e a queda de receita do município foram apontados pelo prefeito Rafael Simões (DEM) como algumas de suas maiores preocupações para os meses atuais e os que se seguirão à pandemia de coronavírus. Apesar disso, desde que Dino Francescato deixou a pasta, em novembro de 2019, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico segue sem um titular e, até o momento, o município não apresentou qualquer plano de como pretende enfrentar os dias difíceis que devem vir pela frente.



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De acordo com a Prefeitura, a pasta está ocupada interinamente, desde dezembro de 2019, pelo secretário de Administração e Finanças Júlio César Tavares, que acumula, portanto, as funções fazendárias, administrativas e do setor responsável por traçar as estratégias de desenvolvimento econômico e de atração de investimentos para a cidade.


Júlio César Tavares acumula as pastas de Administração e Finanças e Desenvolvimento Econômico desde dezembro de 2019 - Foto: Ascom/PMPA


Como o R24 mostrou, nos meses de março e abril, Pouso Alegre fechou 1.175 postos formais de trabalho, sendo que 930 vagas foram encerradas apenas em abril, mês em que a pandemia passou a implicar em medidas de restrições para atividades econômicas, a fim de estimular o isolamento domiciliar.


Nos três anos em que esteve à frente da pasta, Dino Francescato foi um dos mais celebrados secretários da gestão Simões. Seu sucesso se deveu principalmente à atração de investimentos no setor industrial farmacêutico, que promete render cerca de R$ 1,4 bilhão em novos aportes para o município nos próximos anos.


Como enfrentar a crise?

O R24 perguntou à Prefeitura se existe um plano de trabalho para enfrentar as dificuldades econômicas geradas pela pandemia. Por meio da assessoria de imprensa, o órgão se limitou a dizer que "as secretarias trabalham de forma integrada para isso", mas não detalhou as ações desenvolvidas para tanto.


No início de maio, o prefeito Rafael Simões conversou com o R24 durante a inauguração do hospital de campanha montado no prédio que abrigará uma futura UPA da cidade. Na ocasião, o mandatário se disse preocupado com os problemas sociais que poderiam ser gerados a apartir do corte de postos de trabalho e com a queda de receitas que se abatera desde aquele momento sobre as contas do município.

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