Demissões desaceleram, mas Pouso Alegre fecha mais 382 postos de trabalho em maio

Desde março, mês de início da pandemia, município perdeu 1.617 postos formais de trabalho, 949 deles apenas em abril. Serviços e comércio foram setores mais afetados, com baixas de 1.288 vagas ou mais de 75% do total de demissões




Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, 29, mostram que os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho de Pouso Alegre seguem graves, mas a intensidade de cortes postos fomais desacelerou em maio, mês em que a cidade encerrou 382 vagas com carteira assinada.


É um número péssimo para a cidade que costuma se destacar pela geração de empregos, mas ainda assim representa uma desaceleração no corte de vagas, já que, em abril, o município havia demitido 949 trabalhadores.


As vagas fechadas em maio resultam do saldo entre 808 admissões e 1.190 demissões. O setor de serviços teve o pior resultado, cortou 202 postos. O comérco vem em seguida com 118 vagas a menos que no mês anterior, sucedido pela indústria (-76) e construção civil (-13). A exceção aos resultados negativos no mercado de trabalho ficou por conta da agropecuária, que encerrou o mês de maio com saldo positivo de 27 vagas.




Acumulado do ano e da pandemia

A verdade é que o ano já não havia começado bem para o mercado de trabalho do município. Em janeiro, quando a pandemia ainda era um assunto distante, o saldo foi negativo em 113 vagas. Em fevereiro, porém, houve um salto na criação de vagas e o saldo ficou positivo em 400 novos postos.


E veio a pandemia. O mês de março, em que os efeitos mais agudos da pandemia só foram sentidos por aqui a partir de sua segunda metade, quando foram impostas medidas de restrições ao comércio e outras atividades econômicas, terminou com 286 vagas a menos do que havia começado.


Mas foi em abril, mês em que os efeitos do isolamento social foram mais sentidos, que houve o maior número de cortes. Naquele período, até teve quem contratasse, o que gerou emprego para 695 pessoas. Mas o número de demissões foi quase três vezes maior: 1.644. O resultado no final do mês foi um saldo negativo de 949 vagas a menos.


Com o efeito devastador da pandemia, no acumulado do ano, a cidade já tem 1.330 postos formais de trabalhos a menos. Considerando apenas os meses da crise de saúde, de março a maio, os cortes somam 1.617.


Setores mais afetados pela pandemia

Mais uma vez, considerando apenas os meses de pandemia, dois setores foram brutalmente afetados na cidade: comércio e serviços. Este último tem saldo negativo de 773 vagas, enquanto o primeiro registra -515. Juntos, esses setores são responsáveis por 75% dos postos de trabalho fechados no município durante a pandemia.



Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com