Em plena pandemia, pouso-alegrenses enfrentam ônibus superlotados

Vídeos e fotos de ônibus superlotados e motoristas sem máscaras circulam pelas redes sociais. Decretos municipais obrigam uso de máscaras no transporte público e prevê que número de passageiros não exedam quantidade de acentos


A experiência de grandes cidades ao redor do mundo e mesmo no Brasil mostra que um dos principais focos de contaminação pelo coronavírus é o transporte público. Não foi por acaso que, em dois decretos municipais, a Prefeitura de Pouso Alegre obrigou o uso de máscara e proibiu que o número de passageiros nos ônibus de transporte coletivo excedam a quantidade de acentos.


Mas a empresa que detém a concessão do transporte público na cidade, a Expresso Planalto, tem ignorado as medidas de distanciamento e o uso de EPIs impostos pelos órgãos de saúde para enfrentamento à Covid-19, expondo milhares de passageiros ao risco de contaminação. Usuários do serviço fazem circular, há dias, nas redes sociais vídeos e fotos de ônibus lotados e até de motoristas sem máscara.



Em um dos vídeos que circulam nas redes, um usuário mostra a superlotação de um ônibus da linha Cidade Jardim e questiona: "cadê o respeito e dignidade do usuário de que usa o transporte público de pouso alegre (?), ocorreu ontem por volta das 19:30", diz o usuário na postagem do dia 10 de junho.


Na gravação, passageiros afirmam ter ligado para a polícia e pedem para que o motorista pare o ônibus para esperar a viatura policial. Aparentemente, os usuários queriam registrar um boletim de ocorrênia, mas o motorista seguiu viagem.


Prefeitura pode repassar R$ 750 mil para a empresa

Em meio às denúncias apresentadas pelos usuários do transporte público, a empresa ainda pode receber uma ajuda de R$ 750 mil da Prefeitura. O valor seria um subsídio à concessionária para minimizar supostos prejuízo com a queda de passageiros provocada pela pandemia de coronavírus. O valor seria repassado para a empresa em três parcelas de R$ 250 mil, o que ainda não teria acontecido.


A Prefeitura não se posicionou oficialmente sorbre o tema, mas o R24 apurou que existe a possibilidade de que os valores não sejam repassados. Os motivos não estão claros. O retorno das atividades econômicas na cidade pode ser um deles, mas a péssima repercussão da medida junto aos moradores também pode estar na mesa.


Formalmente, porém, a Prefietura tem a autorização para fazer o repasse depois que a proposta de ajuda financeira foi aprovada na Câmara de Vereadres por 8 votos a 3.


Vereadores cobram ação da Prefeitura e do Ministério Público

A situação precária do transporte público em Pouso Alegre foi o assunto principal da sessão virtual da Câmara desta terça-feira, 16. Mas, diferentemente de outros temas, a questão não gerou debate, mas consenso. Oposição e situação foram unânimes em cobrar uma resposta imediata da Prefeitura em relação ao problema.


As críticas partiram mesmo do líder o governo na Casa, Bruno Dias (DEM), e de Oliveria Altair (DEM), outro integrante da base. Mas foram os vereadores da oposição Dr. Edson (Cidadania) e André Prado (PV) que puxaram as cobranças mais incisivas, posicionamento ainda mais insuflado pelo fato de a dupla, ao lado do vereador Campanha (PP), ter sido voto vencido na sessão em que a Câmara aprovou o repasse de ajuda financeira à Planalto.

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