Oposição sugere criar comissão para acompanhar gastos com Covid-19 em Pouso Alegre

Campanha e André Prado propuseram comissão ao repercutir reportagem na imprensa sobre indícios de sobrepreço em compra de álcool gel. Líder do governo, Bruno Dias, defendeu acompanhamento pela Controladoria Geral do Município e lembrou que, no início da pandemia, alta demanda elevou preço dos insumos



Vereadores que fazem oposição ao governo Rafael Simões (DEM) na Câmara Municipal sugeriram a criação de uma comissão parlamentar para avaliar gastos com a pandemia de coronavírus em Pouso Alegre. Como o R24 mostrou, o município já gastou R$ 2,9 milhões em compras sem licitação para aquisição de insumos e serviços no enfrentamento à crise de saúde.


As compras sem licitação são permitidas pela Lei federal 13.979 de 2020, medida administrativa adotada pelos governos federal, estadual e municipal para agilizar a reação à pandemia. Mas, à medida que o volume de gastos aumenta e os indícios de corrupção começam a surgir, como ocorre hoje no Rio de Janeiro, a preoupação das autoridades tem sido crescente.


A ideia de criar a comissão foi aventada pelos vereadores Campanha (PP) e André Prado (PV) durante a sessão virtual do Legislativo ocorrida nesta terça-feira, 09. A sugestão foi dada enquanto os políticos faziam menção a uma matéria veiculada durante o fim de semana pelo jornal A Tribuna, apontando indícios de suspeita de sobrepreço na compra de itens como ácool em gel.


"A situação é séria. Foram compradas uma quantidade de 4 mil galões de cinco litros de álcool em gel e essa quantidade é uma carreta de álcool em gel para a nossa cidade. (...) o preço, segundo o jornal fez uma cotação, comprou, inclusive, diretamente lá da empresa no valor de R$ 60, enquanto a Prefeitura pagou o valor de R$ 79,50 (...). Acho que nós aqui nessa Casa deveríamos abrir um procedimento para poder fazer uma análise dessa questão da Covid-19", disse Campanha.


A sugestão do parlamentar teve apoio de outro membro da oposição, André Prado. "Devíamos abrir, sim. É o nosso papel. Uma comissão para investigar isso, com todas as prerrogativas que temos para invetigar. É o que nós temos que fazer", defendeu.





O líder do governo na Câmara, Bruno Dias (DEM) defendeu que possíveis abusos sejam identificados e apurados, afirmando que esse acopanhamento já é feito pela Controladoria Geral do Município. No entanto, ressaltou que parte das compras foram feitas em um momento de demanda elevada, em que os preços dos produtos, de fato, estavam acima da média.


"Vamos lembrar que durante a situação de pandemia, especialmente nos primeiros dias, todos os preços dos insumos, sejam EPIs, álcool gel... eles sofreram um violento aumento", considerou o político, defendendo que era necessário garantir a saúde e a proteção de funcionários públicos que estavam na linha de frente do combate à pandemia. "Acredito que este álcoo em gel, mesmo pago mais caro, ele serviu para garantir a segurança de muitos dos servidores", encerrou.



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