"Peço desculpas": Zema não sabe quando estado vai pagar salários de servidores

De acordo com o governador, vencimentos de setores considerados essenciais, como forças de segurança e profissionais da saúde, devem ser pagos nesta quinta-feira, 9. Para as demais categorias, ainda não há verba disponível


Zema fala a jornal sobre crise do coronavírus - Foto: divulgação

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou ao Estado de Minas, na tarde desta terça-feira, 07, que não sabe quando terá recursos para pagar os salários dos servidores públicos. Apenas os profissionais das forças de segurança, como policiais militares e civis, e profissionais da saúde devem receber seus salários nesta quinta-feira, 09.


As demais categorias vão ter que aguardar o fluxo de caixa do governo, abalado com a crise gerada pela pandemia do coronavírus.


"Peço desculpas. Eu não consigo tornar previsível o que não tenho como dar previsibilidade. Não é por uma decisão deliberada que estamos deixando de pagar. É porque, infelizmente, o recurso não existe. Temos de pagar na hora que o recurso entra no cofre. Não adianta, nem se eu quisesse, emitir um cheque e mandar para todo mundo se o cheque estiver sem fundo. Peço essa compreensão”, disse ao jornal.

Nas redes sociais, o governo de Minas já havia informou na segunda-feira, 06, a previsão de pagamento para as áreas de saúde e de segurança pública. "O Governo de Minas Gerais informa que os servidores das áreas da Saúde e da Segurança Pública receberão o pagamento integral na próxima quinta (9/4). Esse é um grande esforço do fluxo de caixa do Estado para contemplar os profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus", afirmou.


Para as demais categorias, no entanto, também nas redes sociais, o governo informou que não há sequer previsão.


"Em razão da queda de arrecadação ocasionada pela pandemia, ainda não é possível anunciar a escala de pagamento de todos os servidores. Esse anúncio será feito tão logo seja possível", registrou o governo de Minas em suas redes sociais.

Na entrevista ao jornal, Zema explicou a falta de previsão:


“O estado, num mês normal, quero deixar muito claro para o servidor que está nos assistindo, tinha sempre uma arrecadação que se repetia de janeiro a dezembro. Havia uma repetição. Nos últimos 15, 20 dias, nós assistimos a uma situação totalmente excepcional e imprevisível. A média diária de arrecadação caiu drasticamente. Com isso, passamos a não ter condição de prever. É alguém que vendia todo dia 100 picolés e agora tem dia que vende cinco, 20, 15. Como essa pessoa vai fazer uma previsão se a estabilidade ficou totalmente afetada?”, considerou.

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