Ruas da região central começam a ser interditadas para obras contra enchentes

Interdições começam por cruzamentos ao longo das ruas Adolfo Olinto e Santos Dumont



Começou nesta segunda, 01, a interdição de ruas para obras de ampliação de galerias pluviais na região central de Pouso Alegre. A intervenção, que deve durar 15 meses, é mais uma tentativa de tentar conter as inundações que ocorrem na área nos períodos chuvosos.


As interdições de vias serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Trânsito. Na primeira fase das obras, haverá ao menos quatro interrupções ao longo da Rua Adolfo Olinto e Santos Dumont:


  • Interdição a partir da esquina do cruzamento da Av. Getúlio Vergas e Rua Santos Dumont;


  • Interdição a partir da esquina do cruzamento da Rua Santos Dumont e Rua João Basílio (permitindo temporariamente o tráfego de interesse local na contramão);


  • Interdição a partir da esquina do cruzamento da Rua Bom Jesus e Rua Adolfo Olinto;


  • Interdição a partir da esquina do cruzamento da Rua Olegário Maciel e Rua Adolfo Olinto (permitindo temporariamente o tráfego de interesse local na contramão).

Sobre a obra

Orçada em R$ 18 milhões e com prazo de duração previsto para 15 meses, a intervenção vai dar origem a 4,8 mil metros de novas galerias pluviais, que demandarão 34 mil metros cúbicos de escavação e 9,5 mil metros quadrados de recomposição de pisos.

A missão das novas galerias é atuar na capitação das águas da chuva em pontos altos da bacia do Primavera, reduzindo a velocidade de acúmulo pluvial. Elas ficarão localizadas no alto das ruas São João e Adolfo Olinto e serão ligadas às galerias já existentes na São João e João Basílio.


Outra ponta do projeto prevê a construção de uma nova galeria para captar água pluvial da Rua Santo Antônio Sarkis, avenidas Francisca Ricardina de Paula e Cel. Alfredo Custódio de Paula. O braço pluvial será interligado a outra galeria que será construída na Rua Dr. José Alfredo de Paula, Comendador José Garcia, Silvestre Ferraz e Santa Catarina, até que o sistema de drenagem finalmente desague no Rio Mandu.


A Prefeitura garante que a solução se baseia em estudos hidrigráficos que consideraram chuvas extremas em uma projeção feita em uma janela de 10 a 50 anos. "O estudo demonstra que a solução encontrada pelos técnicos desafogará o sistema de drenagem existente nas ruas Bom Jesus, São João, Monsenhor Dutra e Comendador José Garcia, minimizando significativamente os alagamentos na região central da cidade", afirma a administração.


Os recursos para a obra foram obtidos por meio de financiamento junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, com aportes oriundos do FGTS. Compõem o total da verba R$ 14,04 milhões da linha de crédito e R$ 3,97 milhões de recursos próprios do município.

Moradores vão precisar de paciência

Com uma intervaneção tão profunda ao longo de 1 ano e 3 meses, o prefeito Rafael Simões (DEM) afirmou durante a coletiva de imprensa em que anunciou as obras: "a população local precisará de paciência" para conviver com a intervençãos. "Nós esperamos que [as obras] aconteçam de forma a não causar muitos transtornos para a população, embora isso seja inevitável", considerou o político.

De acordo com ele, servidores da prefeitura já estão em contato com os moradores para orientar sobre o que está por vir. Além disso, os imóveis próximos aos locais de escavação estão sendo avaliados para considerar possíveis riscos de abalos estruturais.

Editado por Capitólio Ass. E. R. Públicas
Redação: (35) 3422-2653
redemoinho24@gmail.com
Comercial: (35) 99931-8701 | (35) 3422-2653
comercialredemoinho24@gmail.com