Teste molecular que identifica coronavírus poderá ser feito em Pouso Alegre


Exames poderão ser realizados pelo Laboratório Macrorregional da Gerência Reginal de Saúde que hoje realiza o teste molecular para tuberculose. Laboratórios em todo país que realizam testes de HIV e Hepatite também serão utilizados para ampliar os testes moleculares. Ação integra nova estratégia do Ministério da Saúde, sob Nelson Teich



Laboratório da Gerência Regional de Saúde, em Pouso Alegre, poderá realizar os testes - Foto: divulgação

O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS) acerca da pandemia de coronavírus no Brasil é quase todo voltado a estratégias para aplicação testes para identificação da doença. Não é por acaso. Ele reflete a estratégia do novo ministro da pasta, Nelson Teich, de ampliar ao máximo a capaidade de testagem para a covid-19, a fim de melhorar a qualidade e a quantidade de informações sobre a propagação do vírus para, então, definir a estratégia da pasta em seu enfrentamento.


Nesse novo contexto, o Laboratório Macrorregional da Gerência Regional de Saúde de Pouso Alegre, que hoje possui uma máquina automatizada para testes moleculares de tuberculose, deve ser empregado para testes moleculares para o Sars-Cov-2, o novo coronavírus. A cidade é a única do Sul de Minas e uma das 11 em Minas a possuir a máquina.


O Macrolaboratório de Pouso Alegre integra a Rede de Teste Rápido Molecular para Tuberculose, que possui mais de 250 máquinas distribuídas em cerca de 200 laboratórios brasileiros. De acordo com o MS, "os equipamentos são totalmente automatizados para realização do teste rápido molecular por PCR em tempo real".


Também devem passar a fazer o teste molecular para o novo coronavírus a Rede Nacional de Laboratórios de Carga Viral do HIV e das hepatites virais B e C.


Além da ampliação dos testes moleculares por meio da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), o MS pretende ampliar parcerias com a rede privada e contar com o apoio de laboratórios de outras pastas, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério da Defesa e universidades.


Até o momento, a pasta já contratou um total de 24 milhões de testes moleculares e outros 5 milhões de testes rápidos. Mas foram executados pouco mais de 600 mil testes moleculares e entregues ao MS pouco mais 2 milhões de testes rápidos.


Apesar da estratégia anunciada no novo boletim epidemiológico, ainda não há previsão de quando a ampliação de testes moleculares vão contar com ajuda dos laboratórios a partir das novas parcerias.


Vôo às cegas

A demora para a testagem de casos suspeitos de infecção pelo coronavírus tem sido a principal crítica ao MS no enfrentamento à pandemia. Como o país demora a identificar os casos de covid-19, não tem um quadro real imediato da extensão da pandemia, o que impede a adoção de políticas de confinamento ou mesmo da retomada das atividades de forma estratégica.


“Qual é a forma mais inteligente de diminuir o contágio entre as pessoas? Quanto temos que estar distantes? Quanto de isolamento? É importante entender a tangibilidade da doença e aí definir uma política com base em dados mais concretos", disse Nelson Teich em entrevista ao apresentador Datena, na TV Bandeirantes na última semana.

A fala de Teich ilustra a nova estratégia do MS para a tomada de decisão a partir de agora: a coleta de dados. O ministro espera, com isso, encontrar uma melhor fundamentação para o enfrentamento à covid-19.


Os testes

Em todo o país, 200 laboratórios possuem a capacidade de realizar o teste molecular para tuberculose. Em Minas Gerais, apenas 11 cidades integram a lista. Além de Pouso Alegre, possuem as máquinas Belo Horizonte, Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Ribeirão das Neves, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia.


O teste molecular é aquele em que são colhidas amostras do paciente para que seja detectada a presença do vírus.Ele detecta o material genético do Sars-Cov-2 e é o mais indicado para ver se uma pessoa num dado momento está contaminada. Já o teste rápido, ou sorológico, rastreia a presença de anticorpos que o corpo está produzindo em resposta à infecção.


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