Zema diz que Saúde pode colapsar e pede ação dos prefeitos para não tomar medidas 'drásticas'

Governador pediu a prefeitos que reforcem as medidas de prevenção e distanciamento e projetou que, se nada for feito, Saúde terá "estrangulamento completo" em um mês por conta da Covid-19


Zema mostra preocupação com o avanço do coronavírus em Minas - Foto: Pedro Contijo/Imprensa MG


O governador Romeu Zema (Novo) fez nesta quinta-feira, 18, sua mais dura e preocupada declaração acerca do avanço da Covid-19 em Minas Gerais. Ele pediu para aos prefeitos que reforcem as medidas de prevenção e projetou que, caso o estado não consiga conter o avanço do vírus, o sistema de saúde pode entrar em colapso em um mês.


Segundo o governador, a situação tem se deteriorado e ficado cada dia mais preocupante. Há exatamente um mês, o estado tinha 7% das unidades de UTI ocupadas por pacientes com Covid-19. Hoje, é o dobro. "Sabemos que essa trajetória ascendente não pode continuar, sob pena de que, dentro de um mês, tenhamos um estrangulamento total do sistema de Saúde, apesar dos esforços que fazemos”, disse o governador em coletiva de imprensa virtual.


Zema pesou nas palavras e tentou sensibilizar prefeitos para que tomem todas as medidas que estejam ao seu alcance para frear a propagação do vírus.


“De modo geral, a situação do estado é desconfortável. Mas há outras regiões em que a situação é crítica (...) Faço um apelo aos prefeitos que façam tudo que está a seu alcance, caso contrário teremos que tomar uma medida mais drástica em algumas regiões do estado”, ameaçou.

Mortes em junho já é maior que a soma de três meses anteriores

Nesta quinta, o número de casos confirmados acumulados da doença chegaram a 24.906. Já o número de mortes é de 570, sendo que, em 18 dias, o mês de junho, com 299 óbitos, tem mais mortes por Covid-19 no estado que a soma de março, abril e maio.


Dos 853 municípios mineiros, 601 registram casos de Covid-19. Como medida de aumentar o distanciamento social, o governo Zema fez com que a macrorregião de saúde Centro, que abriga 101 municípios, retornasse à onda verde do Plano Minas Consciente, o que significa recuar medidas de abertura de atividades econômicas naquela região ao primeiro nível.


Em 15 dias, é o terceiro recuo do governo na classificação para abertura de atividades: a Região Centro já havia saído da onda amarela para a branca e, neste momento, retorna à verde.  Os municípios da Região Norte, que estavam na onda amarela, retornaram à onda branca.


Atualmente, a macrorregião Sul, que abriga Pouso Alegre, está na onda branca, que é o segundo estágio de avanço em direção à abertura das atividades econômicas.


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