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SOS Bichos: com pouca ajuda, protetores assumem missão impossível

30/06/2018

Atuação tímida do poder público e falta de consciência da população em geral torna missão de protetores quase impossível. Em Pouso Alegre, SOS Bichos é uma das ONGs que atuam no resgate e cuidado de animais abandonados. Organização foi formada em 2005 por amigos protetores

SOS Bichos foi formada em 2005 por amigos protetores de animais

 

Os números são da Organização Mundial de Saúde: o Brasil tem pelo menos 30 milhões de animais domésticos abandonados. São 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Com uma população tão grande povoando as ruas das pequenas, médias e grandes cidades em condições precárias não é difícil entender porque este virou um problema de saúde pública e entrou para as estatísticas do maior órgão mundial do setor.


Atualmente, duas ações são largamente empregadas para combater a estatística que condena esses animais à fome, doenças e sofrimento no relento das ruas. A castração e a solidariedade. A primeira medida é estanque e necessária. A segunda é um gesto de humanidade que, embora crescente, se dá de forma ainda tímida: a adoção desses animais. Ambas as iniciativas têm potencial para resolver o problema, mas esbarram no baixíssimo investimento público reservado para o setor.

 
Na esmagadora maioria das vezes, quem assume a responsabilidade de fomentar esta e outras iniciativas são as Organizações Não Governamentais (ONGs), que recebem pouco ou nenhum apoio do poder público. É o caso da SOS Bichos. A entidade sem fins lucrativos fundada em 2005 mantém um abrigo para cães abandonados. Atualmente é o endereço de 52 deles. Todos estão para adoção.
“[A SOS Bichos surgiu] a partir de um grupo de pessoas que cuidava de animais abandonados de forma independente e resolveu se unir para lutar por mais dignidade para os animais”, relembra Carla Viviane, presidente da entidade. 


Manter a iniciativa não é tarefa fácil. Embora possua uma rede de doadores, entre apoiadores fixo e simpatizantes que fazem doações esporádicas, fechar as contas da entidade envolve um malabarismo e mais um bocado de voluntarismo. “fazemos outras ações para arrecadar recursos como bingos, rifas, pedágio no semáforo e eventos”, conta a presidente.


Dos 52 animais sob os cuidados da ONG, 48 estão no abrigo mantido pela entidade. Há ainda dois abrigados em hotel para cães, 1 em uma clínica e cinco em lares temporários.


A falta de bom senso e de consciência de alguns donos agravam o problema. É comum pessoas procurarem a ONG para doar filhotes recém-nascidos. São casos de “proprietário que não castra a cadela, deixa procriar e nos procura para empurrar o problema pra ONG, muitas vezes ameaçando de abandona-los nas ruas”, revela Carla Viviane.


Mas casos assim não são aceitos pela ONG, que concentra suas ações em resgates de animais em situação de emergência, como casos de atropelamento, doentes, fêmeas com cria ou vítimas de maus-tratos. Mas a demanda supera de longe a capacidade da ONG. “ Infelizmente temos que negar muitos pedidos de resgates pois estamos com o abrigo lotado pois não há adotantes para todos, então a ONG só tem resgatado quando há espaço no abrigo”, explica.


Falta de apoio
Mesmo com todas as dificuldades, a SOS Bichos, que não conta com qualquer apoio do poder público, já resgatou mais de 2 mil animais em 13 anos de trabalho. Foi a ONG a responsável por denunciar os maus-tratos praticados por algumas cidades da região em canis mantidos sob condições precárias, onde a adoção de práticas cruéis contra os animais era regra. A ONG é também uma parceira contumaz da polícia ambiental em diversos casos de maus-tratos.


As despesas para manter sua estrutura, no entanto, são enormes, muitas delas fixas. É preciso fazer a manutenção do abrigo, pagamento de clínicas e veterinários, comprar ração. Sem apoio financeiro, a exemplo de outras ONGs do segmento, a SOS Bichos segue endividada.


Quem quiser contribuir com a causa tem dois caminhos: fazer doações ou se voluntariar para as ações da ONG. Além de doações financeiras (confira os dados bancários no infográfico), é possível doar insumos como ração (a marca com a qual a ONG trabalha é a Special Dog “do saco azul”); e material de limpeza, como sabão em pó, água sanitária, rodo, vassoura e pá. 


Como ser um voluntário
Para se voluntariar, basta entrar em contato com a ONG, o que pode ser feito pelas redes sociais. As tarefas mais demandadas são a limpeza e cuidado dos animais no abrigo, especialmente aos sábados, além de presença nos eventos de arrecadação, geração de conteúdo para redes sociais, venda de rifas e busca de patrocínio. Carla Viviane deixa claro: “Toda a ajuda é bem-vinda”.

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