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Iguaria premiada, pastel de milho vira aposta turística em Pouso Alegre

13/07/2018

Pastel de milho é parte do dia a dia dos pouso-alegrenses e objeto do trabalho de diversas famílias há gerações 

 

Conhecida por ser uma cidade altamente industrializada e desenvolvida, Pouso Alegre vê seus indicadores econômicos ofuscarem grandezas que, embora sejam parte inseparável da vida local, nem sempre estão em evidência. No dia 28 de junho, porém, os holofotes do maior prêmio da cozinha mineira se voltaram para o quitute mais reverenciado de Pouso Alegre, o pastel de milho. Patrimônio Cultural e Imaterial do município desde 2010, a iguaria que envolve o trabalho de inúmeras gerações de famílias recebeu o prêmio ‘Eduardo Frieiro’ “pela produção e valorização a cultura alimentar através do pastel”.

 

Se por um lado o prêmio reconhece o valor histórico e cultural do pastel de milho em Pouso Alegre, por outro revela potenciais econômicos e culturais pouco óbvios na cidade, o turismo gastronômico é um deles. Há, porém, um intenso trabalho de bastidores para que esses potenciais floresçam.

 

O diretor de Turismo da Acipa, Rolando Toledo Brandão, integra esse movimento de bastidores que busca colocar o pastel em evidência e utilizá-lo como chamariz em uma das vertentes da estratégia de atração turística do município. Não à toa, a indicação do quitute ao prêmio foi feita pelo Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares da cidade e da Associação do Comércio e Indústria local, a ACIPA.

 

“Já como um bem imaterial tombado e reconhecido a nível nacional, o pastel de milho pode agregar ao turismo. Precisamos explorar essa condição e vender como uma gastronomia mais gourmet”, projeta o diretor. A ideia, segundo Rolando, ainda está em gestação, mas receberá contribuições da Superintendência de Cultura, Acipa, do Sindicato dos Hotéis, Sebrae e Univás. Mais à frente, será levada ao debate público.

 

Rolando lembra que 25% dos turistas que visitam Minas o fazem por conta de sua gastronomia, logo a iguaria tem enorme potencial para pavimentar a estrada que liga Pouso Alegre a um turismo mais dinâmico.

 

 

Representantes da associação de pasteleiros, do Conselho de Cultura, Turismo e Comércio local recebem prêmio dedicado ao pastel

 

 

Prêmio recupera brilho do setor

Desde que foi tombado em 2010 como Patrimônio Imaterial de Pouso Alegre, o pastel de milho não voltava com tanta pompa ao noticiário. “Foi com muita alegria que a classe dos pasteleiros, através da associação, foi agraciada com o prêmio, destacando a história dessa iguaria na nossa região”, enfatiza o presidente da Associação dos Empreendedores Autônomos do Seguimento de Alimentos de Pouso Alegre, Reginaldo Gonçalves Ferreira. Para ele, o prêmio reforça a importância da unidade da classe.

 

Identidade e cultura alimentar

O representante do Instituto Eduardo Frieiro e curador do evento que premiou o pastel de milho pouso-alegrense, o Chef Edson Puiati, ressalta que a iguaria local já se tornou um ícone da gastronomia mineira que difere de outros símbolos da culinária estadual por ter uma identidade muito peculiar.

 

“O pastel de milho da forma que ele é feito na região de Pouso Alegre é um elemento que traz para dentro da cidade uma identidade de uma cultura alimentar muito marcante”, discorre. Ele explica que a ideia do prêmio é exatamente fortalecer ainda mais as identidades culinárias que remetem à cultura mineira, umbilicalmente ligada à gastronomia.

 

Da história para Patrimônio Cultural Imaterial

Não se sabe ao certo como surgiu a receita do pastel de milho como a conhecemos. Há ao menos três versões diferentes para a narrativa. Todas elas remontam aos séculos XVIII e XIX. Mas enquanto umas creditam a receita aos bandeirantes, outra afirmam que ela surgiu entre os escravos. Em todos os casos, a receita teria forte influência de hábitos indígenas. Certo é que três séculos depois o quitute seria reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Pouso Alegre.

 

“Ao ver o secretário de Estado de Cultura, Ângelo Oswaldo, citar nosso pastel como exemplo de valorização da culinária típica Mineira, senti que o caminho escolhido há 10 anos sempre foi o correto”, conta o então secretário de Cultura do município, Rafael Huhn, um dos idealizadores do tombamento da iguaria, que com seu sabor e história acaba de se firmar como ator influente e inesperado a apontar novos horizontes para Pouso Alegre.

 

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