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André Luis, um mineirinho no Timão

10/12/2018

O pouso-alegrense que conheceu Messi, levou não do Santos e rodou o Brasil para se tornar uma das esperanças do Corinthians para 2019

 

Corinthians oficializou a contratação de André Luis na última semana (Imagem: reprodução do Twitter) 

 

 

Adevanir Vaz - especial para o R24

 

O futebol é cheio de reviravoltas desconcertantes. Esses altos e baixos são parte do seu charme e origem do magnetismo que o esporte exerce sobre os brasileiros. É nesse mundo cheio de roteiros espetaculares que um pouso-alegrense virou um dos personagens principais na última semana.

 

André Luis, atacante de 21 anos, que deu seus primeiros chutes em uma escolinha de futebol de Pouso Alegre, embarcou sem saber em uma montanha-russa quando tinha apenas 11 anos. Passou pelas categorias de base do Santos, foi ao Barcelona fazer estágio, conheceu seu maior ídolo: Leonel Messi; recebeu seu primeiro não aos 13 anos; se esforçou por uma colocação em outros clubes de primeira linha, mas teve que cavar seu espaço em equipes menores até dar a volta por cima, tornando-se parte de um dos elencos mais cobiçados do futebol brasileiro.

 

Quando tudo começou

O ano é 2008. A bolha imobiliária dos Estados Unidos da América (EUA) se converteu em uma crise econômica mundial de proporções épicas. Tanto assim, que a imprensa de todo o globo a anunciava como a mais devastadora desde a ‘Quinta-feira Negra’ de 24 de outubro de 1929, data do Crash da Bolsa de Nova Iorque. O Brasil se preparava para o impacto, torcendo para que não fosse feita terra-arrasada de sua recente recuperação econômica. Ou não era bem assim? Na visão de Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente do Brasil, as terras tupiniquins estavam protegidas do tsunami financeiro provocado pelas bolhas de além-mar. Por aqui, tudo não passaria de uma ‘marolinha’.

 

Com 11 anos de idade, André Luis jamais poderia compreender a ironia histórica que se desenhava, mas sabia que acabara de dar um passo definidor para tornar real o sonho de ser um jogador de futebol profissional. Não era pouca coisa. Depois de mostrar seu talento em uma escolinha de futebol de Pouso Alegre, ele estava na categoria de base do clube em que o maior atleta do século XX havia despontado para o futebol 52 anos antes: o Santos Futebol Clube.

 

Bem, se André Luis ainda não estava convencido de que seu caminho estava trilhado para o sucesso eis mais um indicador de que seu sonho estava se tornando realidade: ele foi levado para um estágio na Espanha, com direito a passagens pelo mítico Barcelona e pelo Valência. Uma foto ao lado de seu maior ídolo, Lionel Messi, era a confirmação precoce de sua predestinação.

 

Em seu tour pela Espanha, André se encontrou com o ídolo, Lionel Messi

 

 

Após retornar da Espanha, a tendência era o menino se firmar na base santista e seguir graduando no clube e, quem sabe, se tornar mais um dos lendários ‘meninos da Vila’. Mas o roteiro preparado para ele traria sua primeira provação. Aos 13 anos, André Luis foi dispensado pelo Santos. Era a primeira grande decepção de sua carreira, mas ele não desistiria.

 

A afirmação que não conseguiu nas bases santistas tentou no Atlético Mineiro e depois na Portuguesa. De clube em clube, chegou ao Atlético Paranaense, em 2014. Permaneceu no clube sulista por dois anos, mas não teve nenhuma oportunidade de atuar no elenco profissional. As chances surgiriam em novos clubes, em passagem por Guaratinguetá e Brasília.

 

Para quem via de longe, o caminho então trilhado pelo jogador parecia trivial, repetia a sina de milhares de atletas que se refugiavam em competições interioranas, sem a badalação e os recursos da elite do futebol brasileiro.

 

Um lampejo

Mas, como se sabe, o futebol tem razões que a própria razão nem desconfia. O ano era 2017. Se as categorias de base do Santos representaram o início e a passagem pelo Atlético Paranaense um recomeço possível, o próximo clube de André Luis o conduziria de volta ao celeiro de promessas do futebol nacional. O Santa Cruz (PE) não está entre os clubes mais ricos do país, nem mais badalados. Mas é certamente uma das agremiações mais carismáticas do futebol nacional, dono de um ativo inigualável: uma torcida completamente apaixonada.

 

No clube de Recife, os lampejos de André Luis chamaram a atenção. Foram 57 jogos e 5 gols e, o mais importante, tornou-se um dos ídolos da torcida. Seu passe foi então comprado pelo Cianorte. Desta vez, foram mais que lampejos, André Luis balançou as redes 13 vezes em 14 jogos. O menino que começou na Vila estava de volta ao jogo.

 

No passe seguinte, foi emprestado à Ponte Preta. Pela Alvinegra de Campinas, ele disputou a acirrada Série B do Campeonato Brasileiro. Em 35 partidas, marcou 11 vezes. A essa altura, o Corinthians já estava de olho no garoto.

 

Em outubro deste ano, sua contratação já era dada como certa e na noite da última quinta-feira (06) foi feito o anúncio oficial da contratação. Os valores da transação pelo passe do jogador não foram divulgados. O contrato, porém, é válido por quatro temporadas, até o final de 2022.

 

Um mineirinho nas pontas do Timão

Acostumado a jogar pelos lados do campo, André Luis pode chegar pelas beiradas no Timão, como bom mineirinho, e conquistar seu espaço em um dos ícones do futebol brasileiro. Talento e persistência ele já provou que tem.

 

 

Confira uma seleção de jogadas do pouso-alegrense. O vídeo é do canal 'Meu Timão':

 

 

 

 

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