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Deputado troca auxílio-moradia por cama e chuveiro em gabinete na ALMG

27/12/2018

Cleitinho Azevedo em pronunciamento na Câmara de Divinópolis no início do ano (Foto: divulgação) 

 

O deputado Cleitinho Azevedo (PPS) se muda para Belo Horizonte em fevereiro, quando passará a exercer deu mandato de deputado estadual. Ele mora em Divinópolis, na região Centro-Oeste. Para fixar residência na capital mineira ele teria direito a um auxílio-moradia no valor de R$ 4.377,73. Ele, no entanto, apresentou uma solução inusitada à direção da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a fim de não precisar utilizar a verba: dotar seu gabinete de cama e chuveiro, de forma que ele possa morar ali quando estiver na capital.

 

A proposta surpreendeu os gestores da ALMG. Eles precisaram recorrer a consultas jurídicas para averiguar se a saída sugerida pelo parlamentar tem respaldo legal. 

 

“Quando eu fui lá conversar com o diretor da Assembleia, eu perguntei a ele se seria possível fazer essa mudança. Porque eu moro em Divinópolis e não vou usar o auxílio-moradia. Banheiro no gabinete já tem, então é só instalar um chuveiro. E aí eu vou pegar uma parte para fazer um espaço para mim com uma cama e um gabinete. Fica até bom para mim porque o dia que eu precisar ficar eu pego e durmo aqui mesmo. Aí eu acordo e já estou na Assembleia”, explicou o deputado eleito ao jornalista Bernardo Miranda, do jornal O Tempo.

 

Segundo o deputado, mudanças simples no gabinete possibilitariam transformá-lo também em sua moradia durante a estadia na capital. Atualmente, os valores referentes ao auxílio moradia são pagos a todos os deputados indistintamente, incluindo aqueles que têm residência em Belo Horizonte. Em 2017, os recursos destinados a este fim somaram mais de R$ 2 milhões.

 

Do sacolão para a musica; da música para a política

Cleitinho Azevedo teve uma trajetória improvável. Começou a vida trabalhando como comerciante no sacolão de verduras pertencente à sua família. Seu passo seguinte foi se tornar músico. Ele, então, usou as notas para compor músicas com críticas às mazelas sociais e políticas das cidades de sua região.

 

O trabalho o tornou famoso nas redes sociais, mas também lhe impôs barreiras. Em pouco tempo, os shows que fazia como músico minguaram por conta de seu ativo posicionamento político. Com as portas para a música fechadas, escancarou de vez sua entrada na política. Elegeu-se vereador em Divinópolis no ano de 2016. Recebeu 3 mil votos. Foi o terceiro mais votado do pleito na cidade.

 

A exemplo de outros outsiders de 2018, ele se elegeu deputado baseado em ações nas redes sociais. Galgou 115 mil votos mesmo abrindo mão dos recursos do fundo eleitoral a que tinha direito. Em suas contas de campanha declarou ter gasto R$ 24 mil.

 

Sua plataforma para a eleição foi calcada na crítica aos privilégios da classe política. Moldou sua imagem como homem simples. Uma de suas marcas é a recusa ao uso de trajes sociais. A causa animal também foi uma de suas plataformas de campanha.

 

 

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