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'Estado está falido': Zema assume prometendo cortar gastos e abrir 'caixa preta'

02/01/2019

Austeridade é palavra de ordem para novo governo empossado nesta terça (01) (Foto: Omar Freire/ Imprensa MG) 

 

 

O rombo fiscal em Minas Gerais deve beirar os R$ 30 bilhões em 2019. Os salários do funcionalismo seguem sendo pagos em parcelas e, nem estas, costumam ser pagas nas datas acordadas. Repasses não feitos aos municípios mineiros somam cerca de R$ 10 bilhões. Este é um resumo do quadro que o novo governador Romeu Zema acaba de encontrar. 

 

O empresário eleito pelo partido Novo tomou posse nesta terça-feira (01), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em seu discurso, projetou dois desafios principais para sua administração: superar o que definiu como 'situação de falência do Estado'; e abrir a 'caixa-preta das finanças'. "O estado está literalmente falido. Temos que abrir a caixa-preta das finanças", afirmou.

 

Colocou como meta a renegociação da dívida do Estado com a União, a atração de investimentos,  a geração de empregos, o pagamento dos salários do funcionalismo em dia e os repasses devidos aos municípios. O discurso também mirou no corte "de mordomias, luxos e desperdícios".

 

No plenário da Assembleia, Zema e o vice Paulo Brant (Novo) entregaram suas declarações de bens para o presidente da Casa, Adalclever Lopes (PMDB), a quem coube conduzir a cerimônia. O ex-governador Fernando Pimentel (PT) entregou o grande colar da Inconfidência, mas não ficou para o discurso de Zema.

 

Governo diferente

Além da posse na ALMG, houve uma cerimônia de início das atividades do novo governo na Cidade Administrativa. Como vem fazendo desde o período de transição, Zema se esforçou para demonstrar que fará uma gestão diferenciada. Para sinalizar neste sentido, lembrou que os alimentos servidos na cerimônia foram doações de empresas mineiras. 

 

"A começar pela austeridade desta cerimônia. Aproveito para agradecer ao café Três Corações, aos Sucos Tial e a Forno de Minas, empresas mineiras que doaram o pão de queijo, o café e o suco, exemplificando assim a economia aos cofres públicos desde o primeiro ato deste governo", disse.

 

Leia a íntegra do discurso de Zema:

 

"Daqui alguns minutos, eu e meu amigo aqui, Paulo Brant, seremos empossados como governador e vice de Minas Gerais. Cargo que vamos exercer até 2022. Aceitamos este desafio, junto ao partido Novo, porque não dava mais para ver nosso estado na situação em que está e não fazer nada para melhorá-lo. Eu e o Paulo, aceitamos o desafio e agora temos que abrir a caixa-preta das finanças do estado. Arrumar a casa, renegociar a dívida com o Governo Federal para colocarmos as contas em dia. Atrair investimentos, o estado ficou parado esses anos, pagar o salário do funcionalismo sem atraso, fazer os repasses para as prefeituras, criar empregos, cuidar da educação, da segurança e da saúde. 

Nós mais do que qualquer outro governo da história de Minas, vamos cortar mordomias, luxos, desperdícios, que são o mau uso do dinheiro público. Vamos acabar com os cabides de empregos e cargos por indicação política. É extremamente necessário enxugar a máquina. É preciso oferecer mecanismos e condições para que o servidor público consiga exercer a sua função com excelência no que diz respeito o atendimento a população. 

Vamos tomar as medidas necessárias para recuperar Minas. Todos nós, sem exceção, teremos que fazer sacrifícios. Pois o estado está literalmente falido. E a partir de agora, precisamos de união. Todos nós, 22 milhões de mineiros. Precisamos de um pacto por Minas Gerais de cooperação e união de todas as classes. Todos os poderes, todos os cidadãos e cidadãs, sem distinção. 

Espero poder contar com a imprensa, que tem um papel fundamental neste processo de transparência que vamos implementar em Minas Gerais. É preciso que todos colaborem para voltarmos a respirar. Este projeto de recuperação não é só meu, nem só do partido novo. É um projeto de toda Minas Gerais. Contamos com cada um de vocês. Muito obrigado."

 

 

 

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